Senador aponta pontos críticos do Contorno Viário de Florianópolis

Atualizado

Cobrar e fiscalizar. Estas são as ações que o senador Esperidião Amin (PP) se comprometeu a realizar junto à bancada federal catarinense em busca da celeridade das obras do Contorno Viário de Florianópolis. A declaração foi feita durante a reunião do Comdes (Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis), realizada nesta sexta-feira (26) em Palhoça. O senador disse que encaminhará a cada dez dias “minha manifestação de preocupação ao ministro dos Transportes e à ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres]”.

Esperidião Amin apresentou um relatório produzido pelo gabinete dele detalhando os pontos críticos da obra iniciada em 2014. O senador apontou como sendo preocupações no trecho Norte, a questão do desmonte de rochas que precisa ser feito, mas há uma possibilidade das detonações interferirem no aterro sanitário que existe próximo ao local.

Esperidião Amin apresentou um relatório produzido pelo gabinete dele detalhando os pontos críticos da obra iniciada em 2014 – Anderson Coelho/ND

No trecho intermediário, onde as obras estão bastante adiantadas, resta o resgate de um sítio arqueológico, que já foi iniciado e cujo término está previsto para outubro de 2019. Na sequência, iniciam as perfurações dos túneis duplos (Túnel 4), pois o projeto aguarda manifestação da ANTT, mas a previsão do início das obras é dia 21 de novembro de 2019, após a aprovação do projeto.

A mesma situação de aguardar o posicionamento da ANTT, quanto aos outros três túneis, é apontada por Amin para o Trecho Sul. As obras dos trevos de interseção com a BR-101 e com a BR-282 ficaram estagnadas por mais de 90 dias à espera de manifestação da ANTT sobre os projetos executivos. No dia 23 de julho, a concessionária Arteris recebeu ofício da Agência autorizando o início das obras, o que deve ocorrer em até 90 dias, prazo necessário para que a construtora a ser contratada mobilize mão de obra e equipamentos.

“Vale lembrar que a Construtora Camargo Correia, pelo que eu sei, está contratada para trabalhar no trecho intermediário, não está contratada para operar nos pontos críticos – nem nos túneis, nem nos trevos”, ressaltou o senador Esperidião Amin, que lembrou que o projeto do contorno viário não prevê a construção de uma área de repouso para os caminhoneiros, que já está prevista em lei há seis anos.

Pressão é a saída para a obra

Na reunião do Comdes (Comitê Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis), realizada em Palhoça nesta tarde de sexta-feira (26), foi apresentado o estudo realizado pela Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) sobre a obra do Contorno Viário da Grande Florianópolis.

A ideia do Comdes é que todos os municípios que serão afetados pelas obras se inteirem do processo e que haja um só discurso cujo foco deve ser a entrega da obra, sem mais perda de tempo. “Se não houver pressão, o assunto cai no esquecimento e ficaremos sem a obra”, comentou o coordenador-adjunto do comitê, José Carlos Rauen.

Vistoria no último dia 9

O engenheiro Ricardo Saporiti, consultor da Fiesc, relatou que a vistoria feita por ele no último dia 9 atestou que o trecho de cerca de 11 quilômetros, entre Pedra Branca até a BR-101 Sul, “não foi executado nada da obra”. De acordo com Saporiti, esse é o trecho mais caro. Nele estão previstos três túneis duplos, duas galerias, quatro viadutos, dois trevos e uma ponte dupla.

No entanto, o superintendente de Investimentos da Arteris, Marcelo Modolo, contestou o consultor da Fiesc, afirmando que há vários trechos do contorno viário onde já foram feitos trabalhos de terraplanagem e que estão em processo de adensamento dos aterros, fase que leva até 90 dias para ser concluída, para então os trechos receberem a pavimentação.

Quando pronto, a circulação de veículos pesados será feita pelo Contorno Viário, retirando das cidades o transtorno, que é enfrentado diariamente por motoristas e motociclistas de Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu. “Dependemos da ANTT [Agência Nacional de Transporte Terrestre], todos os políticos de Santa Catarina devem se unir e cobrar para que os projetos sejam liberados”, opinou o prefeito de Palhoça, Camilo Martins.

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