Sexta maior economia do país, SC pode crescer ainda mais

Garçom Claudiney ajuda a fortalecer o setor de serviços, o que mais cresce em Santa Catarina. Foto: Daniel Queiroz/ND

Sexta maior economia do país de acordo com recente levantamento do PIB (Produto Interno Bruto) com dados de 2017 feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Santa Catarina tem motivos para querer mais. Depois de perder fôlego no primeiro trimestre de 2019, o índice da atividade econômica do Estado voltou a crescer, conforme estimativa da SDE (Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável).

Leia mais

De acordo com o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais, elaborado mensalmente pelo economista da SDE, Paulo Zoldan, o crescimento de 3,9% para o período revela a aceleração da economia estadual no segundo trimestre. O índice foi calculado com base nos indicadores de 12 meses encerrados em junho e comparado com o mesmo período anterior.

O mesmo indicador estimado para o período encerrado em março apontava crescimento de 2,9%, e em dezembro de 2018, de 3,6%. O Brasil cresceu 0,96% no mesmo período, um pouco abaixo da taxa de 2018, de 1,1%. As expectativas sobre o PIB brasileiro para 2019 passaram por sucessivas revisões para baixo, o que frustrou as expectativas da sociedade.  Mas apesar do crescimento lento da economia nacional, Santa Catarina desponta como um dos estados de maior crescimento nos últimos meses.

Segundo o Boletim, Santa Catarina consegue manter a menor taxa de desemprego do país e ainda ampliar a oferta de empregos formais graças à economia diversificada e um ambiente de negócios competitivo.  Os números explicam as expectativas positivas de empresários como na intenção de consumo das famílias. Nos dois casos, o índice de confiança do catarinense é maior do que a média do Brasil. O endividamento do catarinense também está bem abaixo da média da família brasileira.

Desta forma, as expectativas para o segundo semestre, período de maior dinamismo da Economia, apontam para um aumento da atividade econômica.  Aliado a isso estão as ações políticas que envolvem as reformas da Previdência Social e Tributária e de outras medidas de estimulo à economia, como a liberação de recursos do FGTS e PIS/Pasep.

Confira os números positivos de vários setores da Economia catarinense e de arrecadação do governo do Estado que indicam o crescimento da atividade econômica de Santa Catarina:

CARNES

O crescimento das exportações acima da média nacional ao longo do semestre incrementa os abates.  Vendas de aves = +34%  + Vendas de suínos= +36% = 32% do total exportado.

AGRICULTURA

Com uma safra menor, o índice de preços da agricultura estadual apurados até junho de 2019 teve alta de 6%, compensando em parte o declínio da produção. A comparação é com a média dos preços recebidos pelo produtor no mesmo semestre de 2018. Vendas = – 18,7%

PECUÁRIA

Os preços tiveram uma alta maior, justificada por um maior ajuste entre oferta e demanda, pela recomposição de custos de produção e o aumento expressivo nas exportações. A média do semestre=  + 13,1% (em relação a 2018).

INDÚSTRIA

Apresentou forte retração entre 2014 e 2016, mas desde então se recupera e está entre as que mais crescem no país. Tem a 3ª maior taxa de crescimento no país e nos últimos 12 meses até junho cresceu 4,5%, enquanto a média nacional teve retração de 0,1% no período.

CONSTRUÇÃO CIVIL

Com uma melhora na oferta de crédito e aumento na venda de imóveis, o crescimento iniciado em meados do ano passado se intensificou. As vendas no varejo de materiais de construção e o número de novos postos de trabalho abertos no segmento confirmam está tendência.

SERVIÇOS

É o maior setor da economia e o que mais gera empregos. Passou por longa retração e foi o último a sair da crise. Agora cresce acima da média tanto estadual, como nacional. O desempenho da economia estadual permite ao setor uma recuperação mais rápida e sustentada.

COMÉRCIO

É o maior subsetor dos serviços e vem em desaceleração desde o primeiro semestre de 2018, mas apresenta um crescimento robusto.  No comparativo de 12 meses até junho, o comércio estadual foi o 2º que mais cresceu no país.

TRANSPORTES

O setor também está em aceleração e apresenta crescimento acima da média do setor de serviços.

EMPREGOS

A formalidade em SC cresce acima da média nacional, com 3,1% até julho, enquanto no Brasil esse percentual é de 1,4%.  61,6 mil novos postos formais foram criados nos últimos 12 meses (até julho de 2019).

RECEITA CORRENTE LÍQUIDA (RCL)

O somatório das receitas tributárias, contribuições patrimoniais, industriais, agropecuárias e de serviços, transferências correntes e outras receitas voltou a crescer em julho, após dois meses de queda, com R$ 2,1 bilhão, 6,1% maior do que o arrecadado em julho. Na comparação com agosto de 2018, houve um crescimento de 8,6%, mas nos últimos 12 meses encerrados em agosto, houve um crescimento de 12%, que se deve ao crescimento de 12,4% das receitas correntes e de 13,2% das deduções.

ARRECADAÇÃO DE ICMS

Registrou crescimento de 9% em relação a julho, com R$ 1,977 bilhão. Em relação a agosto de 2018, teve um crescimento de 8,9%, o segundo do ano abaixo dos dois dígitos.

RECEITA X DESPESAS

O déficit de RS 111 milhões em julho é inferior ao do mesmo mês de 2018, quanto atingiu R$ 146,9 milhões. Nos seis primeiros meses de 2019, cinco deles a diferença foi superavitária.

RCL X DESPESAS

A evolução demonstra um claro crescimento das despesas acima da evolução da RCL.

DESPESAS COM PESSOAL

Com limite máximo de 49% da RCL para gastos com pessoal, a variável evoluia próximo a esse limite desde 2017, mas apresentou queda acentuada no primeiro quadrimestre de 2019.

INVESTIMENTOS

Cada vez mais limitada, a capacidade de SC em 2018 atingiu 5,75% da RCL (R$ 1,3 bilhão) ficando na 12ª colocação no país. Em 2019, até agosto já foram investidos 2,6% da RCL acumulada até agosto, ou seja, R$ 430,2 milhões.

Mais conteúdo sobre

Economia