“Sinais de psicopatia”: divulgados detalhes sobre suspeito de matar argentino em São José

A Justiça atendeu ao pedido da DIC de São José (Divisão de Investigação Criminal) e decretou, na tarde desta sexta-feira (15), a conversão do flagrante em prisão preventiva de R.K, 34 anos, suspeito de assassinar brutalmente o argentino Gustavo Ariel Borgonzi, de 51 anos, nessa terça-feira (12).

Gustavo foi encontrado em seu apartamento, no bairro Floresta, em São José, degolado e com o órgão genital decepado. R.K. foi encaminhado à Penitenciária de Florianópolis.

Gustavo Ariel Borgonzi foi brutalmente assassinado – Facebook/Reprodução

Segundo a Polícia Civil, o suspeito é natural de Canoinhas e foi preso em uma casa no bairro Praia de Fora, em Palhoça, na noite dessa quinta-feira (14), quando se preparava para fugir, segundo o delegado Manoel Galeno.

“Vocês estão aqui por causa do argentino, né?”, foi a pergunta que R.K. fez ao avistar os policiais. Conhecidos do suspeito haviam, em depoimento, indicado a intenção dele de deixar a cidade. O homem seria usuário de crack e tem passagens policiais por tráfico, furto e roubo.

Evidências apontam para autoria

Ainda conforme a Polícia Civil, apesar do suspeito negar a autoria do crime, as evidências encontradas no local em que ele foi preso indicam a participação na morte de Gustavo. Na casa havia uma mochila e uma bermuda da vítima, o boné usado para esconder o rosto na saída do local do crime e uma garrafa de whisky roubada do apartamento de Gustavo.

Um celular, um notebook e R$ 900 que sumiram do apartamento não foram localizados.

No local do crime foi desenhado símbolo semelhante a uma estrela de Davi – Polícia Civil/Divulgação

“O suspeito foi identificado por câmeras de videomonitoramento em postos de gasolina e ruas próximas, além do depoimento de testemunhas que o viram deixando a casa da vítima e outras diligências que foram cumpridas”, disse Galeno. R.K. também possui uma tatuagem igual ao desenho feito na parede com o sangue de Gustavo.

De acordo com a Polícia Civil, os dois mantinham relacionamento esporádico e há três anos o argentino já havia registrado um boletim de ocorrência contra R.K. por furto.

Sobre a motivação do crime, o delegado diz que só a sequência da investigação poderá determinar. “Ele demonstrou muita frieza, sinais de psicopatia e se contradisse no interrogatório”, contou o delegado, que não descarta que um surto psicótico tenha provocado as agressões.

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