Sindicato dos servidores públicos de Joinville aprova pauta de reivindicações

Entre os principais pedidos está o pagamento da inflação mais ganho real de 5% no salário e pagamento de abono aos servidores que trabalharam no fim de ano

Carlos Junior/ND

Votação da pauta de reivindicações ocorreu na noite desta quinta-feira, no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville

A discussão sobre as reivindicações da Campanha Salarial 2016, dos Servidores Municipais de Joinville, começou mais cedo. “A medida foi tomada porque este ano tem o período eleitoral e em abril as coisas precisam estar encaminhadas”, destacou o presidente do Sinsej (Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais de Joinville e Região), Ulrich Beathalter. A votação da pauta de reivindicações ocorreu na noite desta quinta-feira, no plenário da Câmara de Vereadores de Joinville, e teve baixa adesão dos servidores.

O presidente explica que uma pré-pauta foi elaborada anteriormente pelo conselho de representantes dos locais de trabalho que levaram as discussões para os seus grupos e formularam o documento discutido nesta quinta-feira. “Sabemos que é um ano difícil, devido à crise, mas também sabemos que o gestor tem como organizar as suas prioridades. Esperamos que o servidor seja uma prioridade”, comentou Beathalter.

O diretor do Sinsej, João Batista Verardo, fez uma simulação das perdas que os servidores terão caso não haja reajuste de salários. Também demonstrou o impacto nos salários dos aumentos conquistados desde 2010. Estão entre as principais reivindicações o pagamento da inflação mais ganho real de 5% no salário, equiparação do vale-alimentação ao pago pela Companhia Águas de Joinville e pagamento de abono aos servidores que trabalharam no fim de ano.

Entre os servidores a expectativa não é animadora, além de reclamarem da falta de material e das condições de trabalho, eles acreditam que a crise no País coloca a Prefeitura numa situação difícil. “Não tenho nenhuma expectativa, faltam condições de trabalho e equipamentos”, comenta o operador de máquina, Osnir Cavichioli. A mesma opinião é compartilhada pelo operador de retroescavadeira, Aristides Ferretti. “Não tenho muita esperança, claro que um aumento de salário é sempre bom, mas, sabemos que a situação é difícil”.

No fim do ano passado, durante anúncio do pacote de medidas para economizar R$ 60 milhões, a Prefeitura retirou o pagamento da licença prêmio e o abono para quem trabalhou no recesso. Isto provocou um estado de greve que está mantido. Na próxima semana, o sindicato se reunirá com a prefeitura e vai pedir que a reposição do abono para quem trabalhou durante o fim de ano seja pago.  Uma nova assembleia para avaliar as respostas do governo acontecerá no dia 10 de março.

Saiba mais
Pauta das reivindicações

Cláusulas econômicas

 – Revisão dos vencimentos pelo INPC acumulado no período de 1 de maio de 2015 a 30 de abril de 2016;
– Regulamentação da revisão mensal dos vencimentos pelo INPC (gatilho salarial);
– Reajuste de 5%, de ganho real;
– Equiparação do valor do vale-alimentação ao mesmo valor pago na Cia. Águas de Joinville;
– Revisão do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários), de modo a garantir progressão por titulação e formação para todos os servidores e inclusão dos Auxiliares no PCCS do Magistério;
–  Revisão do valor da gratificação de ESF (Estratégia Saúde da Família);
–  Pagamento do abono aos servidores que trabalharam no último recesso de final de ano;
–  Regulamentação de pagamento de abono aos servidores que trabalharem nos recessos e pontos facultativos;
–  Pagamento do abono natalino suspenso no final do ano passado;
– Ampliação do pagamento da gratificação de alta complexidade no Hospital Municipal São José;
– Isonomia salarial entre médicos e odontólogos;
–  Garantia do pagamento de gratificação aos servidores lotados no SAD;
–  Pagamento de gratificação e hora extra aos servidores lotados nos museus, nas recepções das unidades da fundação turística, e outros setores que cumprem escalas em finais de semana e feriados;
– Extensão da gratificação por filho portador de necessidades especiais aos padrastos/madrastas servidores.

 Cláusulas sociais

– Responsabilização, por parte do governo, do atendimento dos problemas de saúde do servidor, com garantia de consultas, exames, internações e cirurgias;
– Regulamentação da jornada de 30 horas semanais, sem redução de salário;
– Aplicação imediata dos 33% de hora-atividade para os profissionais do Magistério;
– Nova regulamentação para o pagamento do adicional de insalubridade;
– Regulamentação da lotação e transferência dos servidores, conforme proposta de projeto apresentado pelo sindicato;
– Revogação imediata da portaria emitida em novembro do ano passado, com retorno da indenização e gozo da licença-prêmio e do pagamento do abono pecuniário de férias;
– Eleição direta para diretores de unidades escolares;
– Extensão da licença-prêmio para os ACSs (Agentes Comunitários de Saúde);
– Garantia do fornecimento de EPIs e uniformes em todos os setores;
– Devolução dos descontos ocorridos por participação em movimentos reivindicatórios;
– Licença paternidade de 20 dias;
– Ampliação das liberações para o Conselho de Representantes e para a direção sindical;
– Fim das terceirizações. Concurso para todas as áreas. Revogação da extinção do cargo de cozinheira. Oferta de serviços públicos exclusivamente em estruturas públicas, com administração pública e com servidores de carreira.

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