Sirotsky faz acordo com família de jovem morto após atropelamento em Florianópolis

Atualizado

A defesa de Sérgio Orlandini Sirotsky fechou um acordo de indenização com a família do jovem morto após o atropelamento em agosto de 2017 em Florianópolis. Sirotsky é acusado de atingir com um Audi A3 o jovem Sérgio Teixeira da Luz Junior, de 23 anos, na saída de uma festa em Jurerê Internacional.

A informação foi confirmada nesta terça-feira (14) pelo advogado do acusado. O valor da indenização, contudo, não foi divulgado, já que o contrato assinado por ambas as partes em dezembro do ano passado prevê sigilo. 

Sérgio Orlandini Sirotsky vai a júri popular por morte em acidente de trânsito – Foto: Reprodução/Facebook

Mesmo com o acordo, o processo criminal segue o trâmite normalmente na Justiça. Os familiares da vítima, no entanto, decidiram se afastar do caso. A partir de agora, compõe a acusação de homicídio com dolo eventual contra Sirotsky apenas o Ministério Público. 

Para o pai da vítima, o acordo ajuda a minimizar a dor da perda do filho. “Só aceitamos o acordo pois iriamos ficar sem nada. Sem filho e sem indenização”, disse o homem que leva o mesmo nome de Sérgio Junior. 

Apaixonado por esportes e natureza, o jovem estudava educação física na Udesc (Universidade Estadual de Santa Catarina) e era muito próximo do pai.

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Outro envolvido no caso, Eduardo Rios é acusado de lesão corporal. Segundo o MP, após ser atropelado por Sirotsky, Rios passou por cima da vítima. Além de Sérgio Teixeira da Luz Junior, a sequência de atropelamentos deixou outras quatro pessoas feridas. 

Recurso

Dois anos, um mês e 29 dias depois da morte de Sérgio Júnior, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu em outubro do ano passado que Sirotsky e Rios deveriam ir a júri popular. No entanto, a defesa dos acusados recorreram da decisão e o caso foi parar em instâncias superiores. 

O pedido, segundo o advogado de defesa de Sirotsky, Nilton Macedo Machado, está na fila de espera de “admissibilidade para ir a Brasília”, no STF (Supremo Tribunal Federal). Não há previsão de quando haverá uma decisão. 

Relembre o caso

Na noite do atropelamento, em 5 de agosto de 2017, Júnior decidiu ir à festa pouco antes de sair. Ele saiu à convite dos amigos. Como tinha que trabalhar cedo no outro dia, deixou a casa noturna acompanhado de dois amigos antes de a festa terminar.

Veículo conduzido por Sirotsky no dia do atropelamento – Daniel Queiroz/Arquivo/ND

O trio caminhava às margens da SC-402 quando um carro os atingiu pelas costas.

Na sequência, outro veículo passou pelo acostamento, atropelou Júnior mais uma vez e uma quarta vítima que havia parado para socorrer os meninos. 

O primeiro veículo, um Audi A3, era conduzido por Sirotsky, na época com 23 anos. O segundo veículo foi um Ssangyong, conduzido por Rios, na época com 25 anos. Eles fugiram do local após o crime. 

As quatro vítimas foram socorridas e levadas ao hospital. Os amigos sobreviveram, Júnior, no entanto, não teve a mesma sorte – ele morreu cinco dias depois.

Acusações

Após sucessivo recursos, o Tribunal de Justiça em outubro manteve a acusação de um homicídio com dolo eventual, duas tentativas de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro contra Sirotsky.

Rios, no entanto, teve a acusação modificada após recurso impetrado na Justiça. Indiciado por homicídio, a acusação do crime de tentativa de homicídio foi alterada por lesão corporal contra a vítima Júnior. 

A Justiça entendeu que a morte do jovem foi provocada pelo primeiro atropelamento. Com relação à quarta vítima, os magistrados decidiram manter a acusação por tentativa de homicídio com dolo eventual e omissão de socorro contra Rios. 

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