Sistema Fecomércio SC – Dívidas sob controle

Atualizado

Realizada mensalmente em cinco cidades (Chapecó, Joinville, Blumenau, Itajaí e Florianópolis), a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) faz um raios-X sobre como os catarinenses estão lidando com as contas a pagar.

O documento analisa o tempo médio de atraso das contas e qual a parcela da renda familiar comprometida, entre outros fatores, e serve para os empresários avaliarem a situação do consumo e de acesso ao crédito no Estado. No levantamento feito em novembro, percebeu-se que o cartão de crédito ainda continua sendo o grande vilão do endividamento.

“As pessoas se endividam mais através do crédito no cartão, justamente a modalidade mais cara de dívida que existe”, comenta Luciano Córdova, economista da Fecomércio SC. O não pagamento de uma parcela pode levar a juros que chegam a mais de 400% ao mês, ou seja, quatro vezes o valor da compra.

Os carnês, financiamentos de carros e crédito pessoal vem logo atrás como as contas que colocam os catarinenses no rol dos endividados. Vale lembrar que quem está endividado tem despesas e consegue pagá-las sem que isso afete o orçamento familiar, ao contrário dos inadimplentes, que não têm condições nem previsão para quitar suas dívidas.

Florianópolis tem o maior percentual de famílias endividadas, seguida por Blumenau e Itajaí, e também tem o índice mais alto de inadimplentes. Joinville vem em segundo lugar. Alguns fatores explicam este resultado na Capital: acesso mais flexível ao crédito, maior estabilidade do emprego, grande número de instituições financeiras, etc.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO É TUDO

Para o professor de finanças Carlos Moraes, do Senac SC, planejamento e organização ajudam a colocar as contas em dia. São quatro fatores que segundo ele devem ser seguidos à risca: descobrir o que está comprometido, ou seja, as despesas que se tem e analisar quais delas são essenciais; negociar com credores e se mostrar disposto e apto a entrar em um acordo quanto ao pagamento da dívida; ter disciplina e mudar o seu comportamento, envolvendo principalmente a família nesse contexto e por último buscar conhecimento através de cursos e leituras que o auxiliem a colocar a sua vida financeira em ordem.

A VIDA NA PLANILHA

A professora Juliana Alves sabe o destino para cada real que entra na sua conta bancária. Há quinze anos ela controla o orçamento familiar com uma planilha no computador, separada por itens específicos como contas fixas mensais e anuais, variáveis mensais, gastos com cartão de crédito e a receita do mês.

Visualizando as despesas, ela até consegue economizar na hora do pagamento das compras. “Se eu vejo que tem desconto no pagamento á vista, pago assim. Senão, deixo o dinheiro rendendo e vou pagando parcelado”, revela. Pra economizar, ela utiliza a poupança programada – o banco faz o depósito automaticamente e assim ela garante que ele não será gasto.

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