Situação de alerta para o abastecimento de água é decretada em Brusque

Decreto foi assinado pelo prefeito e pelo diretor-presidente do Samae; a medida se dá em virtude do baixo nível do Rio Itajaí-Mirim

O município de Brusque declarou situação de alerta para o abastecimento de água na terça-feira, (12). A medida se dá em virtude do baixo nível do Rio Itajaí-Mirim, o que provoca uma grande redução na captação de água do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto), responsável pela gestão de água e esgoto da cidade.

Nível do Rio Itajaí-Mirim está baixo  – Foto: Samae Brusque/Divulgação/NDNível do Rio Itajaí-Mirim está baixo  – Foto: Samae Brusque/Divulgação/ND

O decreto municipal foi assinado pelo prefeito de Brusque, Jonas Paegle, e pelo diretor-presidente do Samae, Djair Machado. A partir da validação do decreto, o uso de água para abastecimento e substituição de piscinas, lavagem de fachadas, calçadas, pisos, muros, utilização de veículos com mangueiras e lava jatos de uso doméstico, fica proibido. As atividades só poderão ser realizadas quando o abastecimento for normalizado.

Contudo, não há especificação de data para o fim do decreto, com possíveis prorrogações. No Diário Oficial, a gestão só afirma que a medida vale “até que se restabeleça a normalidade de abastecimento de água”.

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O decreto considera que a “irregularidade na distribuição das chuvas vem causando insuficiência na recarga dos mananciais” e a pandemia da Covid-19, que faz necessária a água como modo de prevenção à contaminação.

O prefeito municipal reafirmou que os níveis estão “abaixo da normalidade”, e disse que não sabem ainda quando vão ser as próximas chuvas. A estiagem citada, de fato, remonta situações semelhantes às de 1978 e 2006, com uma chuva acumulada de 500mm inferior à média.

Níveis do Rio refletem estiagem que, conforme apontado pela Epagri, é a pior em 14 anos – Foto: Samae Brusque/Divulgação/NDNíveis do Rio refletem estiagem que, conforme apontado pela Epagri, é a pior em 14 anos – Foto: Samae Brusque/Divulgação/ND

“O nosso rio aqui no centro, onde medimos, na ponte Estaiada, está com 70 cm. É um nível baixíssimo”, ressalta Machado.

O diretor do Samae, diz ainda que não uma previsão de chuva nos próximos dias para conter todo esse problema.

“A previsão mais otimista é final do mês de junho. E as pessoas que não estiverem obedecendo o decreto vão ser notificadas”, completa o diretor do serviço responsável pelo abastecimento de água na cidade.

Poucas chuvas em SC

Segundo a Epagri/Ciram, a estiagem em Santa Catarina é a pior em 14 anos e já ocasionou um déficit de 10% na safra de milho, 6,6% no feijão e 4,4% na soja. Na produção de hortaliças, a perda se aproxima de 60%, e o gado segue perdendo peso, o que impacta a produção de leite.

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