Suplente de Itamar é presidente do Cruzeiro Esporte Clube

José Perrella, ou Zezé, como é conhecido, chega ao Senado após ter passado pela Assembleia de Minas e Câmara dos Deputados

Divulgação/ND

Zezé é investigado por venda irregular de jogadores e negócios agropecuários

 
O suplente do senador Itamar Franco, José Perrella de Oliveira Costa, mais conhecido como Zezé Perrella (PDT-MG), é o atual presidente do Cruzeiro Esporte Clube e tem em sua biografia duas passagens pelo Poder Legislativo. Foi deputado federal pelo PFL (1999-2003) e deputado estadual pelo PDT (2006-2011). Com a morte do titular da vaga, chega pela primeira vez ao Senado brasileiro.

No Cruzeiro, Perrella tem quase 10 anos como dirigente máximo do clube. Foi presidente entre 1995 e 2002. Deixou o cargo para que seu irmão assumisse a vaga e retornou em 2009. Sob seu comando, a raposa conquistou 14 títulos, sendo os mais importantes a Copa do Brasil de 1996 e a Libertadores da América do ano seguinte.

Fora da política e do futebol, atuou como empresário do ramo agropecuário e introduziu seu filho, Gustavo Perrella, de 27 anos, em todas as suas áreas de atuação. O herdeiro é o atual vice-presidente de futebol do Cruzeiro, deputado Estadual pelo PDT e teve transferido para seu nome, antes das eleições de 2006, 47,5% de uma fazenda avaliada em R$ 60 milhões. Outros 47,5% estão em nome da filha de Zezé, Carolina, de 25 anos, e os 5% restantes são de um sobrinho.

Por causa da fazenda localizada no município Morada Nova de Minas, Zezé é investigado pela Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar se a mesma foi usada para lavagem de dinheiro ou enriquecimento ilícito.

O futuro senador nega qualquer irregularidade, e diz que adquiriu a fazenda em 1999 e somente após anos de trabalho e reinvestimentos de lucros conseguiu tornar o negócio rentável, faturando cerca de R$ 20 milhões por ano.

Além do inquérito relativo à fazenda, Zezé foi alvo da Polícia Federal em outras duas investigações. Elas davam conta da venda de jogadores de futebol. Uma delas envolveu o zagueiro da Seleção Brasileira Luisão, negociado para um time do Uruguai onde a PF viu indícios de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Sobre o caso, Zezé destacou que o Ministério Público e a Polícia Federal examinaram “exaustivamente” a documentação de venda dos jogadores “sem que a Justiça Federal tenha oferecido nenhuma denúncia”.

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