Tabela do frete sobe em média 3% após aumento no preço do diesel

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A tabela de preços mínimos de fretes, em vigor para atender demandas dos caminhoneiros após a paralisação de maio, foi reajustada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) nesta quarta-feira (5). A alta média será de 3%, abaixo dos 5% previstos inicialmente pela agência. O reajuste varia de 1,66% a 6,24%, dependendo do tipo de carga e da distância percorrida.

Greve dos caminhoneiros em SC - 14ª Brigada de Infantaria/Divulgação/ND
Greve dos caminhoneiros em SC – 14ª Brigada de Infantaria/Divulgação/ND

A alteração ocorre após a alta do preço do diesel, que foi entre 10,5% e 14,4%, após a disparada do dólar nas ultimas semanas. Com o aumento, os preços de venda do combustível por refinarias se aproximam do valor cobrado pela Petrobras antes dos protestos nas estradas.

A ANTT já havia informado, no último fim de semana, que ajustaria a tabela devido à variação no preço do combustível, de acordo com a lei que determina correção de preços sempre que oscilação no preço do óleo diesel for acima de 10%. O órgão divulgou nota após a circulação de mensagens que diziam que os caminhoneiros poderiam fazer nova paralisação.

A Polícia Federal vai investigar mensagens com informações falsas sobre suposta paralisação de caminhoneiros que circulam pelo WhatsApp desde a madrugada desta segunda-feira (3), segundo o Ministério da Segurança Pública.

Entidades do setor empresarial criticaram o reajuste dos preços mínimos. Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que a decisão da ANTT “prejudica o crescimento da economia e agrava as incertezas já existentes”.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) diz que pedirá mais uma vez ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão do tabelamento de fretes.

Já a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) divulgou afirmou ver “com preocupação a demora na criação de uma nova tabela mínima de frete” e negou que haja movimentação para novos bloqueios nas estradas.

Segundo a entidade, a tabela divulgada pela ANTT representa apenas uma atualização de preços, e não uma nova tabela. A Abcam argumenta que a regra atual não contempla correção dos valores entre os tipos de cargas, os caminhões de todos os eixos e índices regionais.

Mais conteúdo sobre

Brasil

Tabela do frete sobe em média 3% após aumento no preço do diesel

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A tabela de preços mínimos de fretes, em vigor para atender demandas dos caminhoneiros após a paralisação de maio, foi reajustada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) nesta quarta-feira (5).

A alta média será de 3%, abaixo dos 5% previstos inicialmente pela agência. O reajuste varia de 1,66% a 6,24%, dependendo do tipo de carga e da distância percorrida.

A alteração ocorre após a alta do preço do diesel, que foi entre 10,5% e 14,4%, após a disparada do dólar nas ultimas semanas.

Com o aumento, os preços de venda do combustível por refinarias se aproximam do valor cobrado pela Petrobras antes dos protestos nas estradas.

A ANTT já havia informado, no último fim de semana, que ajustaria a tabela devido à variação no preço do combustível, de acordo com a lei que determina correção de preços sempre que oscilação no preço do óleo diesel for acima de 10%.

O órgão divulgou nota após a circulação de mensagens que diziam que os caminhoneiros poderiam fazer nova paralisação.

A Polícia Federal vai investigar mensagens com informações falsas sobre suposta paralisação de caminhoneiros que circulam pelo WhatsApp desde a madrugada desta segunda-feira (3), segundo o Ministério da Segurança Pública.

Entidades do setor empresarial criticaram o reajuste dos preços mínimos. Em nota, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmou que a decisão da ANTT “prejudica o crescimento da economia e agrava as incertezas já existentes”.

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) diz que pedirá mais uma vez ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão do tabelamento de fretes.

Já a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) divulgou afirmou ver “com preocupação a demora na criação de uma nova tabela mínima de frete” e negou que haja movimentação para novos bloqueios nas estradas.

Segundo a entidade, a tabela divulgada pela ANTT representa apenas uma atualização de preços, e não uma nova tabela.

A Abcam argumenta que a regra atual não contempla correção dos valores entre os tipos de cargas, os caminhões de todos os eixos e índices regionais.

Mais conteúdo sobre

Jornalismo

Nenhum conteúdo encontrado