Tabuleiro: incêndio que destruiu 800 hectares completa um mês e causas são desconhecidas

Atualizado

No dia em que o incêndio que destruiu 800 hectares do Parque Estadual Serra do Tabuleiro, em Palhoça, completa um mês, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Ambiental e o IMA (Instituto do Meio Ambiente) de Santa Catarina se reuniram mais uma vez para apagar focos de incêndio no parque, que é a maior reserva de proteção integral do Estado.

Desta vez, os focos ocorreram em pontos diferentes dos incêndios anteriores registrados em setembro e na semana passada. Em local de difícil acesso, a cerca de 10 quilômetros do Centro de Visitantes do Parque, bombeiros e policiais militares combateram o fogo utilizando bombas d’água e abafadores, na tarde dessa quinta-feira (10).

A área atingida tem pouca vegetação nativa. O local é dominado por pinus, as árvores exóticas invasoras. Devido às folhas fibrosas e a resina do pinheiro, o fogo tende a ser persistente, porque pode continuar queimando sob a superfície. O trecho incendiado está cercado pelo rio da Madre, que impede o avanço dos focos.

Área atingida é dominada por pinus, cuja resina e folhas fibrosas são resistentes e ajudam a propagar o fogo- Foto: Polícia Militar Ambiental/Divulgação/ND

Esse é o terceiro incêndio ocorrido em outubro. Como se fosse um vidente, o coordenador do Parque Serra do Tabuleiro afirmou no domingo (6) que muito provavelmente haveria novos incêndios.

Sem se apoiar em superstições, a afirmação teve como base as ocorrências consecutivas e a previsão de que durante a semana não haveria chuvas. “Infelizmente estamos aqui novamente apagando incêndio”, comentou Carlos Alberto Cassini.

Sem laudo

O incêndio que destruiu 800 hectares, cerca de 1% de toda área do parque, ainda não tem uma causa comprovada. O laudo pericial do IGP (Instituto Geral de Perícias) não foi concluído. De acordo com o instituto, o prazo de entrega do parecer é dia 20 de outubro mas deve ser apresentado antes.

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