Taxa de mortes violentas em Florianópolis supera cidade do Rio de Janeiro

Com duplo-homicídio registrado no sábado, número de vítimas este ano é 69,5% maior que todos os casos registrados em 2016

O número de mortes violentas registradas em Florianópolis —homicídios dolosos, homicídios em decorrenção de ação policial, latrocínios e lesão corporal seguida de morte— já fizeram 156 vítimas fatais só neste ano de 2017. O número de mortos é 69,5% maior do que todos os 92 assassinatos registrados em 2016, alcançando uma taxa de 33 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, superando cidades como o Rio de Janeiro, que tem uma taxa de 27,8. O caso mais recente trata-se de um duplo-homicídio registrado na tarde de sábado (25), no Norte da Ilha.

Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Capital, dois jovens que saíram de São José, em um táxi, foram recebidos a tiros na servidão Aldo Laureano da Costa, na Vargem do Bom Jesus, por volta das 16h30. Foram realizados mais de 20 disparos contra Luís Felipe, 18, natural do Paraná, e o catarinense Danilo Lucas, de 26. A polícia esteve no local e encontrou os dois já sem vida. Um deles, que chegou a fugir para o matagal, foi encontrado morto em uma vala de drenagem. Até o momento nenhum suspeito do crime foi detido.

A comparação entre dados colhidos pela reportagem junto a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) de Santa Catarina e o ISP (Instituto de Segurança Pública), do Rio de Janeiro, mostram que a proporção de mortes por número de habitantes é maior em Florianópolis que na cidade do Rio.

Enquanto na capital catarinense foram 156 mortes para uma população estimada de 469.690 habitantes, a capital carioca registrou este ano 1.809 casos (somatório de homicídio doloso, homicídio decorrente de intervenção policial, latrocínio e lesão corporal seguida de morte) para uma população estimada de 6,4 milhões de habitantes.

Na semana passada, depois que a capital catarinense registrou a 154ª morte, o governador Raimundo Colombo anunciou reforço nas equipes de Segurança Pública com a contratação de 138 agentes de Polícia Civil e 57 delegados: “Nosso serviço de inteligência está redobrando as forças. No dia 27 formamos grupo grande de policiais civis e delegados, no dia 13 de dezembro serão mais quase mil policiais militares, e vamos agir com força total no enfrentamento ao crime organizado”.

Governador atribuiu aumento de mortes ao consumo de drogas

Até setembro deste ano, as polícias catarinenses cumpriram 607 mandados de prisão só em Florianópolis, realizando ainda 1.821 prisões em flagrantes na capital. Com a formatura dos novos agentes, a expectativa é de que as regiões com maior taxa de homicídios recebam mais pessoal para a área de investigações.

Ainda durante a semana, ao comentar a escalada de mortes, o governador Raimundo Colombo atribuiu as dificuldades de combater o crime organizado ao tráfico e consumo de drogas.

“O Estado está agindo com toda a sua força, mas infelizmente tem pessoas que consomem droga e que mantém esse sistema. Enquanto essas pessoas não tiverem a consciência de que elas estão gerando esse nível de violência realmente fica muito difícil combater”, afirmou aos jornalistas na última sexta-feira.

Taxa de mortes Florianópolis x Rio de Janeiro

Florianópolis:

156 mortes

469.690 habitantes

33,2 mortes por 100 mil/hab.

Rio de Janeiro (cidade)

1.809 mortes

6.498.837 habitantes

27,8 mortes por 100 mil/hab.

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Taxa de mortes violentas em Florianópolis supera cidade do Rio de Janeiro

Com duplo-homicídio registrado no sábado, número de vítimas este ano é 69,5% maior que todos os casos registrados em 2016

O número de mortes violentas registradas em Florianópolis —homicídios dolosos, homicídios em decorrenção de ação policial, latrocínios e lesão corporal seguida de morte— já fizeram 156 vítimas fatais só neste ano de 2017. O número de mortos é 69,5% maior do que todos os 92 assassinatos registrados em 2016, alcançando uma taxa de 33 mortes para cada grupo de 100 mil habitantes, superando cidades como o Rio de Janeiro, que tem uma taxa de 27,8. O caso mais recente trata-se de um duplo-homicídio registrado na tarde de sábado (25), no Norte da Ilha.

Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Capital, dois jovens que saíram de São José, em um táxi, foram recebidos a tiros na servidão Aldo Laureano da Costa, na Vargem do Bom Jesus, por volta das 16h30. Foram realizados mais de 20 disparos contra Luís Felipe, 18, natural do Paraná, e o catarinense Danilo Lucas, de 26. A polícia esteve no local e encontrou os dois já sem vida. Um deles, que chegou a fugir para o matagal, foi encontrado morto em uma vala de drenagem. Até o momento nenhum suspeito do crime foi detido.

A comparação entre dados colhidos pela reportagem junto a SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado) de Santa Catarina e o ISP (Instituto de Segurança Pública), do Rio de Janeiro, mostram que a proporção de mortes por número de habitantes é maior em Florianópolis que na cidade do Rio.

Enquanto na capital catarinense foram 156 mortes para uma população estimada de 469.690 habitantes, a capital carioca registrou este ano 1.809 casos (somatório de homicídio doloso, homicídio decorrente de intervenção policial, latrocínio e lesão corporal seguida de morte) para uma população estimada de 6,4 milhões de habitantes.

Na semana passada, depois que a capital catarinense registrou a 154ª morte, o governador Raimundo Colombo anunciou reforço nas equipes de Segurança Pública com a contratação de 138 agentes de Polícia Civil e 57 delegados: “Nosso serviço de inteligência está redobrando as forças. No dia 27 formamos grupo grande de policiais civis e delegados, no dia 13 de dezembro serão mais quase mil policiais militares, e vamos agir com força total no enfrentamento ao crime organizado”.

Governador atribuiu aumento de mortes ao consumo de drogas

Até setembro deste ano, as polícias catarinenses cumpriram 607 mandados de prisão só em Florianópolis, realizando ainda 1.821 prisões em flagrantes na capital. Com a formatura dos novos agentes, a expectativa é de que as regiões com maior taxa de homicídios recebam mais pessoal para a área de investigações.

Ainda durante a semana, ao comentar a escalada de mortes, o governador Raimundo Colombo atribuiu as dificuldades de combater o crime organizado ao tráfico e consumo de drogas.

“O Estado está agindo com toda a sua força, mas infelizmente tem pessoas que consomem droga e que mantém esse sistema. Enquanto essas pessoas não tiverem a consciência de que elas estão gerando esse nível de violência realmente fica muito difícil combater”, afirmou aos jornalistas na última sexta-feira.

Taxa de mortes Florianópolis x Rio de Janeiro

Florianópolis:

156 mortes

469.690 habitantes

33,2 mortes por 100 mil/hab.

Rio de Janeiro (cidade)

1.809 mortes

6.498.837 habitantes

27,8 mortes por 100 mil/hab.

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