Terapia ao redor do FOGÃO

Passatempo. Neto de imigrantes jnaponeses dedica-se a preparar iguarias das cozinhas brasileira, italiana, árabe e oriental

Fabrício Porto/ND

Ganha pão. Carlos Hirata é gerente comercial da Efitrans Transportes, instalada no Vila Nova

Neto de imigrantes japoneses que se estabeleceram em Londrina, no Norte do Paraná, Carlos Hirata é o tipo de sujeito alegre que se orgulha das raízes orientais. Mas se apressa em ressaltar que é brasileirinho da silva. “Sou apreciador de feijoada encorpada, churrasco gordo na brasa, futebol, caipirinha, tudo devidamente acompanhado pelo inconfundível som da nossa abençoada e aclamada MPB”, assinala bem humorado.
Carlão, como é conhecido pelos amigos, deu com os costados em Joinville há 17 anos. Estabeleceu-se na cidade ao passar no vestibular da faculdade de engenharia mecânica da Udesc. Apesar de aluno com notas acima da média, acabou largando o curso quando faltavam dois anos para receber o diploma. “Ao descobrir que minha vocação não estava na engenharia mecânica parei com tudo para em seguida fazer logística no IST-Sociesc, na qual me formei sem a tentação de abandonar a empreitada pelo meio do caminho”, comenta Carlão. 
Gerente comercial da Efitrans Transportes, o fujão da faculdade de engenharia mecânica é casado com a advogada Úrsula Meyer Stephan e pai de Carlos Henrique, pequerrucho de um ano de idade que agita a casa quando é paramentado com o uniforme do Corinthians.  “O rebento já saiu da maternidade com a camisa corintiana; vai ser mais um a engrossar a maior nação alvinegra do mundo”, assinala o abusado torcedor do Timão.
Dono de conversa fácil e cativante, Carlão revela-se exímio cozinheiro nas horas de folga. Sabe como poucos preparar iguarias das cozinhas brasileira, italiana, árabe e japonesa. “Gosto de cozinhar, é uma terapia e tanto e de quebra ajuda a reunir os amigos para tirar uns dedos de boa conversa,” enfatiza.
Carlão deixa escapar que um velho plano poderá ser colocado em prática por ele a qualquer momento. “Vou montar um bar especializado em algum segmento gastronômico para colocar em prática os conhecimentos adquiridos com minha família no tempo que trabalhamos no ramo da alimentação”, esclarece. A abertura do bar depende da vinda dos pais de Carlão para Joinville. “Eles estão ensaiando a mudança já faz bom tempo. Quando a vinda se efetivar, vamos abrir o estabelecimento, isso já está definido”, adianta.

“Gosto de cozinhar, é uma terapia e tanto e de quebra ajuda a reunir os amigos para tirar uns dedos de boa conversa.”

Cozinheiro dos amigos
Enquanto o bar continua só nos planos, Carlão se dedica à arte de preparar comidas diferenciadas em sua casa e na casa dos amigos. Tipo do convidado que fica amuado quando não está no comando da cozinha em festinhas familiares, Carlão é motivo de brincadeiras venenosas. Ele deve ter complexo de escravo, cutucam os amigos.  “Que nada, isso é implicância de palmeirenses; eles andam até amarelos de tanto apanhar do alvinegro e por isso inventam essas bobagens”, devolve o espirituoso corintiano.  

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