TJ decide se acusados de atropelar e matar jovem em Jurerê irão a júri popular

Atualizado

A 5ª Câmara Criminal do TJ (Tribunal de Justiça) deve decidir nesta quinta-feira (10) se os dois motoristas envolvidos no atropelamento de quatro pessoas na SC-402, em Jurerê Internacional, devem ou não ser julgados por júri popular. O caso aconteceu no dia 6 de agosto de 2017, em Florianópolis.

Audi dirigido por Sérgio Orlandini Sirotsky – Foto: Marco Santiago/Arquivo/ND

O acidente causou a morte de Sérgio Teixeira da Luz, de 23 anos, atingido por dois veículos no acostamento da rodovia, segundo investigação da Polícia Civil.

A vítima chegou a ser encaminhada ao hospital em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cinco dias depois.

Além de Sérgio, outras três pessoas que estavam com ele também foram atingidas.

Sérgio Orlandini Sirotsky e Eduardo dos Santos Rios foram identificados como os condutores dos veículos e foram denunciados pelo Ministério Público.

Em sentença de pronúncia da 1ª instância, foram imputados ao Sirotsky os crimes de homicídio com dolo eventual pela morte do jovem Sérgio Teixeira da Luz, 23 anos, duas tentativas de homicídio com dolo eventual pelo atropelamento de duas vítimas que sobreviveram e omissão de socorro.

Ao réu Eduardo dos Santos Rios foram imputadas duas tentativas de homicídio e omissão de socorro.

O acidente

No dia 6 de agosto de 2017, quatro pedestres saíam de uma festa em uma casa noturna em Jurerê Internacional. Eles foram atropelados enquanto caminhavam no acostamento da SC-402.

De acordo com a denúncia do MPSC, Sirotsky invadiu o acostamento em alta velocidade e atingiu Sérgio pelas costas. Além disso, estaria sob efeito de álcool no momento do atropelamento, registrado por volta das 5h, na saída de uma casa noturna.

Rios, que vinha logo atrás, também atingiu Sérgio, conforme a denúncia, agravando ainda mais os ferimentos.

Em abril deste ano, o juiz Renato Mastella, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Florianópolis, acolheu os argumentos do MP e decidiu que ambos os condutores devem ser julgados por crimes contra a vida pelo Tribunal do Júri.

As defesas, que rebatem os termos, recorreram ao TJ, que deve decidir nesta quinta-feira, em sessão a partir das 9h, se os acusados irão ou não para o júri popular.

Defesa

O advogado responsável pela defesa de Sirotsky, Nilton Macedo Machado, acredita que o caso não seja para levar a júri popular. Segundo ele, o réu não está respondendo pelo crime doloso contra a vida – quando o crime é intencional de homicídio-, passível de levar para júri popular.

O advogado Francisco Emanuel Campo Ferreira, responsável pela defesa de Eduardo dos Santos Rios, espera que a fala da defesa seja acolhida para não ser decidido em júri popular.

Caso seja decidido que os acusados sejam levados para júri popular, a defesa terá 15 dias após a publicação da decisão para recorrer junto ao Superior Tribunal de Justiça.

Leia também:

Trânsito