Transporte coletivo ainda não tem data para retornar na Grande Florianópolis

Atualizado

O transporte coletivo, em hiato desde o mês de março, segue sem data para voltar na Grande Florianópolis. Apesar do governador Carlos Moisés ter afirmado, na última quarta-feira (25), que os municípios terão autonomia para definir sobre a retomada da atividade, Florianópolis, São José e Palhoça seguem esperando um novo posicionamento do poder estadual.

Transporte coletivo está parado desde março na Grande Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/ND

Conforme apuração do colunista Fábio Gadotti, houve uma reunião na manhã desta sexta-feira (29), na Capital. O encontro envolveu o comitê gestor da Covid-19, além do secretário municipal de Transportes e Mobilidade, Michel Mittmann, e o secretário municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, Juliano Richter Pires.

A Prefeitura descartou a liberação da atividade na próxima semana, e disse esperar que o governo encaminhe uma nova ferramenta tecnológica com dados sobre a Covid-19.

Conforme a Prefeitura, a reunião desta sexta-feira teve como tema as regras para utilização do transporte após o retorno. Por meio da assessoria, a Prefeitura informou que precisará de no mínimo cinco dias para retomar organização com os trabalhadores do transporte coletivo e para dar tempo de as pessoas seguirem as novas regras.

Planejamento

Conforme Mittmann o plano para retomada tem como tema não só o risco de contaminação, mas “saber para que lado estão caminhando”. “Recém estávamos sentindo os reflexos e analisando a abertura do comércio, sobrepor mais a abertura do transporte coletivo geraria dúvidas. Se houvesse alta, não saberíamos o que ocasionou”, afirmou.

Ainda conforme o secretário, a tendência é que a volta seja feita de maneira gradual e controlada. Isto para que, caso haja algum problema, exista a possibilidade de recuar para “evitar que a doença se propague”, nas palavras dele.

“A orientação que trabalhamos é de que era necessário reconfigurar as entradas dos comércios em algumas categorias. Haverá um tempo para as pessoas dos comércios e serviços se adaptarem, e aí, se tivermos a autorização do governo do Estado, aplicar esse quadro de horários, como modo de reduzir os picos de lotação nos ônibus”, detalhou Mittmann.

Grande Florianópolis

Em São José, a Prefeitura afirmou seguir “esperando que o Estado disponibilize a ferramenta com dados sobre a Covid-19 para que o município possa tomar uma decisão”.

“Precisamos entender como está a situação na Grande Florianópolis para que os prefeitos tenham subsídio para fazer uma estratégia de retorno”, afirmou a Prefeitura, através de assessoria.

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Em Palhoça, o prefeito Camilo Martins (PSD) se manifestou de forma semelhante. Ele afirmou que depende da deliberação do governo do Estado. “O governo falou que os municípios passariam a ter autonomia, porém, não publicaram nada oficialmente ainda”, pontuou.

Martins afirmou ainda que, caso seja de responsabilidade da Prefeitura, trabalha para liberar a atividade a partir do dia 8 de junho. “Nossa ideia é liberação com segurança”, declarou.

Em Biguaçu, o prefeito Ramon Wollinger (PSD) afirmou que segue aguardando nova manifestação do governo do Estado. “Acredito que na segunda-feira (1) haja uma definição para se ter a liberação ou não”, declarou.

No município de Biguaçu, as linhas intermunicipais, que têm mais demanda, dependem dos municípios de São José, Palhoça e principalmente Florianópolis, explicou Wollinger.

“Estamos em conversas frequentes com os prefeitos da Grande Florianópolis para tomar uma decisão em conjunto. Seguimos em conversas também com as empresas de ônibus, que estão preocupadas porque se liberarem com a demanda mínima, não é viável para eles ter esse serviço”, completa.

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