Trapiche que pode incluir a Capital na rota dos cruzeiros não tem data para sair do papel

Equipamento essencial para colocar Florianópolis na rota dos navios cruzeiros, o trapiche de Canajurê, no Norte da Ilha, ainda não tem data para sair do papel. O empreendimento é particular e aguarda licenciamento do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) para dar prosseguimento aos trâmites exigidos por lei.

De acordo com o superintendente de Turismo de Florianópolis, Vinicius de Lucca, o empreendedor já poderia ter obtido licença ambiental da Floram, órgão municipal, mas decidiu buscar o licenciamento do órgão ambiental estadual para garantir segurança jurídica ao empreendimento. Como a temporada de cruzeiros abre em outubro de 2019, Lucca acredita que há tempo suficiente para a realização dos trâmites necessários.

Atual trapiche de Canasvieiras não é viável para atracamento de navios cruzeiros - Flávio Tin/ND
Atual trapiche de Canasvieiras não é viável para atracamento de navios cruzeiros – Flávio Tin/ND

“Se ele conseguir a licença até março e abril, estará ok, pois a obra é simples, de caráter modular, e pode ser feita em três meses”, explicou o superintendente, acrescentando que, por ser particular, não depende de licitação. O temor é de que o projeto possa sofrer algum tipo de embargo, uma vez que encontrou alguma resistência na própria comunidade, preocupada com o aumento do fluxo de turistas no local.

Após ter aprovação do EIA-Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) e obtenção da LAI (Licença Ambiental de Instalação), o empreendedor poderá buscar a autorização da SPU (Superintendência do Patrimônio da União), por se tratar de uma área de marinha e pertencente à União. De posse da autorização e dos licenciamentos, faltará ainda a solicitação de uma escala teste junto à Antaq (Agência Nacional do Transporte Aquaviário), último passo para aprovação do empreendimento.

A operadora MSC Cruzeiros já sinalizou o interesse em fazer uma parada na Capital com o MSC Preziosa, o mesmo que fez a escala teste em março de 2018 em Canasvieiras. Foi essa escala teste que culminou com a reprovação do trapiche de Canasvieiras por parte da Antaq.

Na ocasião, a agência reguladora apontou 17 pontos negativos entre as 44 exigências, tais como o piso inadequado para receber cadeirantes. A reprovação resultou na proposta de construção do novo trapiche em Canajurê. O proprietário do empreendimento foi procurado para comentar sobre a situação do empreendimento, mas não foi encontrado pela reportagem do ND.

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