TRE-SC investiga 10 suspeitos por disseminação de fake news no Estado

O presidente do TRE-SC, desembargador Ricardo Roesler informou que pelo menos dez pessoas já foram identificadas e terão que prestar esclarecimentos sobre a disseminação de fake news na campanha eleitoral deste ano. Na manhã desta segunda-feira (22), Roesler se reuniu com as duas campanhas que concorrem ao governo de Santa Catarina e pediu apoio aos candidatos.

“É claro que eventuais caneladas e cotoveladas fazem parte dessa propaganda eleitoral no segundo turno, mas tudo transcorrendo dentro da tranquilidade e ética”, disse apontando que todos os casos de notícias falsas serão investigados. No último dia 10, o TRE-SC pediu abertura de inquérito à Polícia Federal para apurar a disseminação de notícias falsas que circulam no Estado.

Presidente do TRE também falou das suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas - TRE-SC/Divulgação
Presidente do TRE também falou das suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas – TRE-SC/Divulgação

Compareceram ao encontro na sede do Tribunal, em Florianópolis, o candidato Carlos Moisés (PSL) e o advogado Alessandro Abreu, que representou a candidatura de Gelson Merísio (PSD). O candidato do PSD informou que está doente, por isso não esteve na reunião.

O presidente do TRE também falou das suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas, muitas delas também baseadas em notícias falsas, e disse que também conta com apoio dos candidatos para afastar tais suspeitas.

“A primeira ação é de agradecer o apoio que até agora tivemos dos candidatos, partidos e coligações, para que tudo ocorra dentro da mais absoluta normalidade. Nós estamos trabalhando com a hipótese de que 99,99% do eleitorado catarinense votou sem nenhum problema e uma minoria está reclamando da lisura das urnas e nós estamos contestando com veemência”, disse Ricardo Roesler.

Segundo Roesler, depoimentos já estão sendo colhidos e as pessoas flagradas disseminando notícias falsas poderão responder na Justiça: “Os suspeitos estão sendo convidados dentro do inquérito a provarem essa situação das fraudes, se não provarem serão incursos nas leis de segurança nacional, código penal, código eleitoral e da lei de contravenções penais”, afirmou.

Moisés diz que militâncias propagam notícias falsas

O único entre os dois candidatos convidados para encontro na Justiça Eleitoral, comandante Moisés (PSL) disse que muitas vezes, as próprias militâncias dos partidos geram fake news. “Afirmam coisas que o candidato não disse. Isso é natural. As pessoas têm que ter esse filtro, saber selecionar, pesquisar a vida dos candidatos, verificar a informação a fundo e não confiar em qualquer fonte”, afirmou.

Sobre as urnas eletrônicas, Moisés afastou qualquer tipo de ação isolada, que não seja o caminho legal para reclamações em caso de problemas na hora da votação:  “A gente sabe que as urnas podem apresentar algum defeito e que há um caminho legal para fazer a reclamação e registrar o problema. É comum acontecer. Nos anos anteriores aconteceu em um volume muito maior do que aconteceu agora neste primeiro turno”, declarou.

Advogado de Merísio diz que “produções são bem feitas”

Representando o candidato Gelson Merísio na reunião com o presidente do TRE, o advogado Alessandro Abreu disse que o encontro foi importante para dar “garantia para a população que todos os candidatos sempre confiam no resultado das urnas”.

Quanto a disseminação de fake news, Abreu disse que as candidaturas têm sido alvo de autorias de conteúdo que não produziram. “Inclusive neste fim de semana foram disparadas duas [fake news], uma atribuindo responsabilidade ao candidato Gelson Merísio e outra ao Moisés, sendo que nenhum dos dois foram autores, e inclusive isso foi comunicado ao Tribunal”, afirmou.

TRE concede liminar para suspender pesquisa falsa

No domingo, o juiz eleitoral Jaime Pedro Bunn determinou, em decisão liminar, que candidatos de uma das coligações se abstivessem de divulgar pesquisa eleitoral falsa nas redes sociais. Segundo a decisão, a pesquisa começou a circular na sexta-feira, logo após a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Ibope e devidamente registrada.  Segundo o juiz, chamou a atenção que a pesquisa falsa tinha resultado completamente oposto da pesquisa verdadeira.

Sendo procedente as representações, os responsáveis pela divulgação da pesquisa falsa podem ser condenados ao pagamento de multa.

>> Presidente do TRE-SC aciona Polícia Federal para investigar fake news

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