Três escolas são fechadas após aprovação na Câmara de Vereadores de Criciúma

Foi aprovada por unanimidade na Câmara de Vereadores de Criciúma a extinção de três Centros de Educação Infantil em Criciúma, a pedido da prefeitura do município. As unidades tinham entre 50 e 70  alunos do ensino infantil e ensino fundamental.

As atividades foram encerradas sob justificativa de falta de alunos. Eles foram remanejados para unidades próximas.

De autoria da prefeitura, não houve nenhum voto contrário à proposta de fechamento das 3 unidades de ensino em Criciúma – Câmara de Vereadores de Criciúma/Divulgação/ND

O fechamento foi aprovado em sessão que ocorreu na última terça-feira (23). Foram 14 votos favoráveis e nenhum contrário ao Projeto de Lei PE nº 016/2019, de autoria do Executivo.

A secretária de Educação do Município, Roseli Pizzolo, diz que a medida foi uma reorganização da rede municipal de educação. As unidades fechadas foram:

  • CEIM Thereza Dário Milanezzi, na Rua Imigrante Meller, no bairro Pinheirinho – 50 alunos
    Eles foram remanejados para as unidades próximas: Érico Nonnenmacher, Jairo Luiz Thomazi e Paulo Petruzzelli.
    O que diz a prefeitura: Espaço será transformado na Casa do Professor como espaço de formação. “O espaço tinha apenas duas salas de aula funcionando, não tinha como ampliar. Pegamos outra escola do municipio e ampliamos para poder receber mais alunos”, explica a secretária de Educação, Roseli Pizzolo.
  • CEIM José Macarini, na rua Carlos Colombo, bairro Vila Macarini – 50 alunos
    Alunos foram para a escola Luiz Lazzarin.
    O que diz a prefeitura: “Esse espaço é do Centro Comunitário que foi cedido para o município para a escola e o devolvemos à comunidade”, diz Roseli.
  • CEIM Umberto Cesa, na Rodovia Governador Jorge Lacerda km 12, bairro Capão Bonito – Cerca de 70 alunos de 0 a 3 anos.
    O que diz a prefeitura: “A administração desta unidade foi repassada para a Afasc, pois naquela região não tínhamos nenhuma creche e temos outras escolas para alunos de 4 a 5 anos”, finaliza Roseli.

Escola Umberto Cesa será uma das unidades fechadas – Google Maps/Reprodução

Administração de creches foi repassada para Afasc há 2 anos

O número de alunos dessas unidades diminuiu desde que a responsabilidade dos alunos de 0 a 3 anos foi repassada à Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma).

A Afasc é uma entidade privada que há 2 anos passou a prestar serviços ao município como OS (Organização Social).

Para a presidente do Siserp (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Criciúma), Jucélia de Jesus, a administração de creches deveria ser do município e, dessa forma, seguir o mesmo regimento e sistema de contratação da rede pública de ensino.

“Toda vez que uma escola se fecha é sempre algo ruim, nunca bom. Se esse espaço é do município, então a prefeitura deveria ampliar o atendimento de creche, de 0 a 3 anos, que tem mais demanda. Mas em vez disso ela restringe para 4 a 6, e aí não tem aluno suficiente”, observa Jucélia.

Na avaliação do sindicato, transferir os serviços para a organização social é o caminho que a prefeitura escolheu para ampliar o atendimento e receber repasse do governo federal. “Dessa forma, o município não precisa cumprir com o piso salarial dos professores, plano de carreira, realização de concurso público ou com tempo de contratação”, reclamou.

Ainda segunda a secretária de Educação, a Afasc administra 33 creches, com cerca de 5 mil alunos de 0 a 3 anos. E a fila de espera para essa faixa etária diminuiu desde a adesão à OS, sendo atualmente de 37 crianças.

Já a prefeitura de Criciúma atende 5 mil alunos, de 4 a 6 anos, em escolas da rede municipal.

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