Triagem será usada para reduzir o peso das consultas nas contas do PS de Tijucas

Pacientes em emergência terão prioridade enquanto os demais serão ecaminhados aos postos de saúde

Marcos Horostecki/ND

Atendimento de consultas pelo SUS causa prejuízo de R$ 40 mil ao mês

Tijucas – Um sistema de triagem será implantado no Hospital São José, em Tijucas, para garantir prioridade no pronto socorro aos atendimentos de urgência e emergência e reduzir os gastos com a manutenção do setor. A instituição, que é beneficente e uma referência no Vale do Tijucas, atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e acumula prejuízos mensais  de mais de R$ 40 mil devido ao fluxo de pessoas que buscam consultas e pequenos atendimentos.

Uma enfermeira foi contratada e treinada para aplicar no hospital os mais modernos métodos de triagem disponíveis no setor. O pronto socorro vai ganhar uma sala de pré-atendimento, onde esse profissional distribuirá pulseiras que indicarão a prioridade de cada caso. O mesmo sistema já é adotado por outros hospitais mantidos pela Sociedade Divina Providência, segundo explica o gerente administrativo do São José, Jean Carlos Formento. Pacientes de alto risco receberão pulseiras vermelhas para atendimento imediato. Pulseiras amarelas já indicarão atendimento em até 60 minutos e assim por diante, até chegar aos pacientes que estão em busca de uma consulta clínica, em que a espera pode ultrapassar três horas. “Com isso nós queremos mostrar ao paciente que é melhor que ele procure um posto de saúde, nesses casos  clínicos mais simples, e vamos reduzir o impacto desses atendimentos em nossas contas’, explica.

O pronto socorro atende em média 2,9 mil pessoas ao mês. Dessas, até 800 poderiam buscar atendimento num posto de saúde. Há pacientes se deslocando até de outras cidades da região, como Governador Celso Ramos, por exemplo. A instituição, ainda conforme o gerente, não pode e nem irá mandar ninguém para casa, mas espera disciplinar o atendimento e voltar o pronto socorro para a sua verdadeira vocação. “Hoje em dia já há muita espera quando chegam ambulâncias com pacientes acidentados. A triagem vai organizar o atendimento”, complementa.

Convênio e especialidades também contribuem

Além da triagem, um novo convênio com a Prefeitura de Tijucas deve contribuir para o equilíbrio das contas da instituição. O município, que já repassava R$ 34 mil por mês para o São José, passará a contribuir com R$ 56 mil. A verba servirá para sustentar o sistema de médicos de plantão da instituição. A categoria passará a receber pelo chamado sobreaviso, o período em que os médicos não estão no hospital, mas podem ser acionados e precisam se apresentar a qualquer momento.

Nos municípios de menor porte, como é o caso de Tijucas, está cada vez mais difícil manter os profissionais de saúde, das mais diversas especialidades. O pagamento do sobreaviso tem sido oferecido por casas de saúde de outras cidades, como forma de atrair esses profissionais e acaba onerando as contas das instituições que não desejam perder os seus ou ter que suspender determinados serviços.

No São José, a manutenção dos atendimentos pelo SUS também está sendo buscada por meio da ampliação dos serviços disponíveis na instituição. O hospital está se transformando em referência na área do trauma ortopédico e da ortopedia. Já implantou um aparelho intensificador de imagem, para apoiar as cirurgias e planeja implantar um centro especializado de diagnóstico por imagem, com a ajuda das indústrias da região e do sistema Sesi/Senai.

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