Tribunal avalia se acusado de matar blumenauense em Curitiba deve ir a júri popular

Atualizado

O Tribunal de Justiça do Paraná avaliará se mantém a decisão do juiz de Curitiba de levar o acusado de matar o blumenauense Douglas Junkes a júri popular. O engenheiro de 36 anos foi morto pelo vizinho porque estava tocando contrabaixo dentro do apartamento onde morava, em Curitiba.

Douglas estaria ensaiando para uma turnê no Reino Unido – Foto: Redes Sociais/ND

A determinação ocorreu no ano passado pelo juiz Daniel de Avelar, porém, como é passível de recurso, a defesa encaminhou o documento ao Tribunal de Justiça.

Os desembargadores avaliarão a questão no próximo dia 6.

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De acordo com a denúncia, em maio de 2018 Antônio Humia Dorrio matou o blumenauense Douglas Junkes a tiros após uma discussão sobre som alto.

Ambos moravam no mesmo prédio em Curitiba e Douglas estava tocando contrabaixo no interior do apartamento dele.

O empresário foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada na audiência de custódia.

Porém, permaneceu detido por cerca de duas semanas. Desde então, aguarda o processo em liberdade, cumprindo medidas cautelares.

Se a determinação foi mantida ´pelo Tribunal no dia 6, Antônio responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima, além de posse irregular de arma de fogo.

“A família de Douglas espera que a Justiça seja aplicada e de forma rápida, pois alguém que se dispõe a cometer esse ato bárbaro não pode ficar solto na sociedade, muito menos impune”, disse o advogado que acompanha a família, Rodrigo Novelli.

Contraponto

Adriano Bretas, advogado de Antônio, explica que caso o Tribunal negue o recurso, a defesa terá ainda a possibilidade de recorrer à última Instância, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) em Brasília.

Ele alega que o cliente não disparou com a intenção de matar. Na versão de Antônio, Douglas iniciou uma luta corporal e os dois passaram a disputar a arma que o acusado havia trazido.

Um primeiro tiro acertou Antônio. O segundo, matou Douglas. Antes de descer até o apartamento da vítima armado, Antônio teria discutido com o blumenauense.

Na segunda abordagem levou a arma. A defesa alega que o som alto irritou o vizinho. Já o Ministério Público sustenta que testemunhas disseram que não havia qualquer barulho além do normal no condomínio.

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