Túmulos de irmãos ‘milagreiros’ são vandalizados em cemitério de Lages

No total, foram mais de 50 sepulturas danificados, mas nada foi roubado. Sangue foi encontrado no local

Polícia já trabalha nas investigações, com suspeitas do possível ou possíveis autores - Paulo Chagas/Divulgação
Polícia já trabalha nas investigações, com suspeitas do possível ou possíveis autores – Paulo Chagas/Divulgação

Visitantes que chegaram na manhã desta quinta-feira (15) ao cemitério Cruz das Almas, em Lages, ficaram perplexos com o que viram. Mais de 50 túmulos tiveram as estruturas danificadas, com mármores e vidros quebrados e cruzes de cabeceiras derrubadas.

Segundo a prefeitura do município, curiosamente nada foi roubado. A destruição foi de grandes proporções, mas o que mais chamou atenção foram os estragos no jazigo de Ernesto Canozzi e Olintho Pinto, conhecidos como os irmãos Canozzi, e tidos como milagreiros. O local foi totalmente destruído.

“É como se o autor ou autores do ato conhecessem muito bem o local”, disse a administração municipal em nota.

Segundo o secretário de Serviços Públicos e Meio Ambiente, Euclides Mecabô, as polícias Militar e Civil já vistoriaram o cemitério, após o registro de ocorrência feito ainda pela manhã. Depois da perícia completa e a quantificação exata das sepulturas danificadas, os familiares serão contatados para acharem uma forma conjunta para a revitalização dos jazigos depredados.

Ainda conforme a prefeitura, um dos problemas é que alguns dos túmulos foram construídos com materiais que não existem mais. O município é responsável pelo cemitério, túmulos e mortos sepultados no local. O terreno é cercado com muros de até 2,5 metros de altura e os portões têm cadeados.

Para preservar os locais até que a perícia seja totalmente concluída, a Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente fez, nesta tarde, o isolamento de todos os túmulos depredados. Em alguns pontos do cemitério há muito sangue no chão, o que se conclui que o autor do vandalismo se machucou.

A polícia já trabalha nas investigações, inclusive, com suspeitas do possível ou possíveis autores. “Para evitar que fatos como esses voltem acontecer, em conjunto com a Diretran, nossa Secretaria já vem trabalhando em um sistema mais eficiente de segurança, a ser implantado nos dois cemitérios, o Cruz das Almas e o da Penha”, salientou Mecabô.

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