Um milhão de infectados em quatro meses: o devastador coronavírus

Atualizado

Foram 120 dias (ou quatro meses, como preferirem) entre a primeira emissão de alerta da OMS (Organização Mundial da Saúde) para um “novo vírus”, até a marca de 1 milhão de infectados em todo o planeta. O número redondo foi registrado nesta quinta-feira (2), em dados atualizados em tempo real pela Universidade de Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Em um traço paralelo, o mapa também revela que mais de 200 mil pessoas, em contrapartida, foram curadas da doença.

Todo o poder de infestação da Covid-19 foi, mais uma vez, atestado pelos números da conceituada instituição de medicina. Em prazo curto de tempo espalhou o caos e colocou o planeta terra em colapso social.

Mapa atualiza a marca e aponta para mais de um milhão de casos em todo o País – Foto: Universidade John Hopkins/divulgação

Em uma espécie de linha do tempo, o nd+ relembra a trajetória do vírus que, mutado na China, já totaliza 50 mil mortos em todo o mundo.

O começo

Foi em meados de janeiro que a imprensa mundial começou a destacar a presença de um poderoso vírus capaz de gerar grandes complicações respiratórias. Pautados pelo alerta emitido em ordem mundial, a essa altura, já se investigara uma espécie de pneumonia potencializada, que rapidamente se disseminou na China.

Os primeiros casos foram notificados na cidade de Wuhan, com cerca de 11 milhões de habitantes – um pouco menor que São Paulo, que tem 12 milhões.

Sem a certeza da mutação da doença – objeto de estudo até hoje, apesar da atribuição a animais silvestres -, a cidade chinesa rapidamente contabilizou 800 pessoas infectadas e 259 mortes.

Somente em fevereiro a OMS nominou a doença como Covid-19 e, a essa altura, já existiam registros de contaminação no Japão, Tailândia, Coreia do Sul, França e Estados Unidos.

Em 11 de março o surto foi declarado uma pandemia sendo que, aquela altura, o número de casos confirmados já superava a marca de 120 mil pessoas, com 4.300 mortes.

No Brasil

O primeiro registro no Brasil foi feito ainda no final de fevereiro. Um empresário de 61 anos, após retornar da Itália, buscou ajuda médica em função de sintomas fortes como febre, tosse, dor de garganta e coriza.

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Só depois de dois exames teve a confirmação atestada e, a partir dali, os números só ascenderam. Apesar de todo o cuidado adotado pelo Ministério da Saúde que, no momento, falava em “mitigar os efeitos e isolar parentes e pessoas que estiveram com o empresário”, o surto tomou conta e, estado a estado, atualmente é registrado em todos os 26 além do Distrito Federal.

Gabinete de crise montado pelo governo federal – Foto: Carolina Antunes/ND

O primeiro óbito foi contabilizado no dia 17 de março, quando o País pontuava 290 casos confirmados. Foi em São Paulo onde, aos 62 anos, um homem morreu vítima da doença.

Caso em Santa Catarina

No dia 12 de março, em entrevista concedida, o secretário de Saúde de Santa Catarina Helton Zeferino confirmou a contaminação de duas pessoas, em Florianópolis, pelo novo coronavírus.

No dia seguinte o governador Carlos Moisés decretou o início do isolamento social que, aparentemente, não foi levado muito a sério pela a população que lotou praias e parques em todo território catarinense.

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Aos poucos as medidas foram enrijecidas e, devido (também) a proporção nacional, a situação foi sendo encarada de maneira mais séria. Na começo da madrugada do ultimo dia 26, o governador Carlos Moisés oficializou a primeira morte do Estado em função do novo vírus.

Foi em São José, no Hospital Regional que, conforme trazido pela reportagem do nd+, demorou a descobrir tratar-se de um paciente com o coronavírus. Recentemente a Secretaria de Estado da Saúde afastou 40 servidores, de maneira preventiva, em função de um suposto contato com o homem de 86 anos.

1 milhão de casos

Ao passo que o mundo multiplica números e soma vítimas fatais, um ar de incerteza paira sobre todos. Em processo de quarentena generalizado, a pergunta que fica é: até onde esse caos vai interferir e transformar a humanidade?

Saúde