Universidade em Biguaçu será a primeira do Brasil a produzir sua própria energia

Campus da Univali foi beneficiado com programa de energia eficiente da Celesc

O campus da Univali (Universidade do Vale do Itajaí) em Biguaçu será o primeiro centro universitário do Brasil a produzir sua própria energia elétrica. A usina de energia solar começa a operar no próximo dia 22 com 596 painéis fotovoltaicos, que ocupam uma área de mais de 1 mil metros quadrados. A iniciativa teve um custo total de R$ 2,140 milhões e foi financiada, em parte, com recursos do PEE (Programa de Eficiência Energética) da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina).

Usina foi instalada em área de 1 mil metros quadrados - Divulgação/ND
Usina foi instalada em área de 1 mil metros quadrados – Divulgação/ND

O coordenador de Engenharia da Univali, Nestor Alberto Soares, explica que, além de gerar economia para a universidade, que não tem fins lucrativos, o projeto também será alvo de estudo por parte dos acadêmicos das engenharias ensinadas pela instituição. “Escolhemos a melhor tecnologia do mercado e devemos obter um campus com o que chamamos de Net Zero, ou seja, que é autossuficiente em energia elétrica, na média dos 12 meses”, comenta.

A depender da quantidade de sol ao longo do ano, mas tendo em vista que o Brasil é um dos melhores países do mundo para a geração de energia fotovoltaica, a universidade pretende repassar excedentes para o sistema da Celesc. O valor obtido deve contribuir para a redução dos gastos dos demais campus com a fatura da energia elétrica. “Essa energia está se popularizando. A Celesc também mantém um programa de incentivo para sistemas residenciais e acreditamos que cada vez mais essa energia estará presente na vida das pessoas”, complementa.

O sistema em Biguaçu tem uma potência instalada de 157kw com capacidade estimada de geração anual de 196MWh. O projeto de eficiência energética abrangerá, ainda, os campi de Itajaí e Balneário Piçarras, envolvendo os sistemas de iluminação, ar condicionado e de geração local de energia. Nas unidades, ao todo, além da instalação de usinas fotovoltaicas, serão trocadas 8,4 mil lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED, sendo 436 em Balneário Piçarras, 1,4 mil em Biguaçu e 6,5 mil em Itajaí, com redução de consumo de 57%.

No Campus Biguaçu haverá, ainda, a troca de 81 equipamentos de ar condicionados de janela e piso teto, que serão substituídos por outras 133 unidades novas do modelo Split Inverter, ampliando o coeficiente de performance de 2,5 para 3,3.

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