UPA do Continente começa atender população para desafogar emergência de hospitais

Obra foi inaugurada na manhã desta quinta-feira pelo prefeito Gean Loureiro com presença de autoridades, servidores e moradores

Prefeito Gean Loureiro fez discurso inflamado na porta da unidade. Foto: Cristiano Rigo Dalcin/NDPrefeito Gean Loureiro fez discurso inflamado na porta da unidade. Foto: Cristiano Rigo Dalcin/ND

Com um discurso inflamado para dezenas de moradores, servidores e autoridades políticas, o prefeito Gean Loureiro inaugurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Continente, a terceira do município de Florianópolis, na manhã desta quinta-feira (28). A abertura da estrutura que integra a rede municipal de saúde é mais um dos compromissos de campanha da atual gestão.

Aguardada pela comunidade desde 2010, quando começou a ser construída, a UPA do Continente pretende realizar 5,6 mil atendimentos por mês, com funcionamento 24 horas, colocando à disposição da comunidade três médicos durante o dia e outros dois à noite para casos de urgência e emergência. O atendimento começa a ser prestado a partir das 13h desta quinta-feira.

A equipe clínica é composta por 25 médicos, entre clínicos gerais e cirurgiões, oito enfermeiros, 18 técnicos de enfermagem, além de farmacêuticos e profissionais da área administrativa.  Maior das três UPAs de Florianópolis, a do Continente tem  uma área total de 1.218,63 m2, dividido em três áreas: administrativa, classificação de risco e urgência. São seis consultórios, sendo dois para classificação de risco e quatro para atendimento de pacientes, além de outras cinco salas para fins específicos como observação (infantil e adulta), aplicação de medicamentos, reidratação coletiva e chegada de ambulâncias. Além disso, conta com quarto individual de curta duração e área de esterilização de materiais.

A administração do novo equipamento de saúde pública ficará a cargo da organização social Organização Hospital Psiquiátrica Espírita Mahatma Gandhi.  De acordo com o prefeito Gean Loureiro, essa foi a única forma encontrada para que a UPA Continente pudesse se tornar realidade, após anos de abandono do Poder Público. “Muitos não acreditavam que seria possível. É uma obra que tinha que ter um destino, pois, caso contrário, teríamos que devolver todo o dinheiro investido”, explicou, antes da inauguração.

O prefeito também fez questão de agradecer aos vereadores que entenderam a necessidade e aprovaram a legislação que permite a participação da organização social na administração da unidade. “Eu tenho que reconhecer que os 16 vereadores que votaram a favor foram os grandes responsáveis”, destacou Loureiro.  Com entendimento de que o “bem maior” é o atendimento à população, o prefeito garante que a organização social será avaliada através de controle de indicadores. “Apesar das OS fazer a gestão, quem dita as normas é a prefeitura de Florianópolis”, assegurou.

O secretário municipal de Saúde, Carlos Alberto Justo, o Paraná, destacou o efeito que a UPA Continente terá sobre a rede estadual de saúde, desafogando o atendimento de outras emergências.  “Vai tirar muita pressão do Hospital Florianópolis e do Hospital Regional de São José”, afirma. O secretário também relata que o trabalho da OS será avaliado constantemente e, se não houver qualidade, o contrato poderá ser rescindido.

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