Veados “zumbis” afetam regiões dos Estados Unidos e Canadá

Atualizado

Depois de serem vistos em 24 estados dos Estados Unidos e duas províncias canadenses, os veados e alces ‘zumbis’ se tornaram uma ameaça e uma preocupação para as autoridades e veterinários de Nevada.

A doença se espalhou no começo do ano, e até fevereiro havia sido registrada em 24 estados americanos, principalmente no Centro-Oeste, e em dois condados canadenses. Nevada não havia sido afetada até então, apesar do estado vizinho de Utah estar quase no centro da infestação.

Doença debilitante

Apesar do que o apelido sugere, os animais não voltam da morte ferozes e famintos. Chamada de Doença Debilitante Crônica, a infecção atinge o cérebro e medula espinhal dos animais vivos. Ela causa perda de coordenação motora, perda drástica de peso e agressividade.

Doença deixa veados e alces ‘zumbis’ – Foto: Pixabay/Reprodução/ND

Ela pode demorar até um ano para se desenvolver e é contraída por meio de secreções, como urina, fezes, sangue e saliva. Além disso, infecta o solo e a água, onde o vírus pode sobreviver por anos. Não existe tratamentos ou vacinas para controlar o desenvolvimento da doença.

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Como precaução, as autoridades aprovaram uma lei no começo do ano que proibia que algumas partes das carcaças de veados e alces chegassem no estado, como o cérebro e a medula espinhal, como uma maneira de impedir o avanço da doença.

Apesar dos esforços, os veterinários alertam que as medidas não vão impedir para sempre que a doença chegue no estado. “Não é uma questão de ‘se’, mas sim de quando”, diz Peregrine Wolff, uma veterinária no Departamento de Vida Selvagem de Nevada. “Nós sabemos que não podemos colocar o estado em uma bolha”.

Não há casos registrados em humanos

Apesar do medo, nunca foram registrados casos de infecção pela Doença Debilitante Crônica em humanos, mas é possível, sim, de ser transmitida.

Alguns estudos sugerem que a doença pode acabar contagiando macacos, caso eles comam a carne de algum animal morto que foi infectado pela doença, e pode oferecer riscos aos humanos que entrarem em contato com a carne ou secreção dos animais.

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