Vendedores de notícias: Proprietários de bancas falam das suas relações com o ND

É antes mesmo de o sol raiar que as primeiras remessas do Notícias do Dia chegam às bancas da Grande Florianópolis – em alguns casos, antes mesmo de os estabelecimentos abrirem as portas. Conversamos com donos das bancas mais tradicionais da Capital sobre a relação do ND com as suas rotinas.

Adriano Silva é dono da banca Catedral, na praça 15 de Novembro – Daniel Queiroz/ND

Na rua Francisco Tolentino, no Centro de Florianópolis, o ponto de referência da informação há 35 anos é a banca do seu Raul, a Revistaria Capital. Assim que a banca abre, às 6h15, o ND já espera o seu primeiro público do dia.

“O pessoal que trabalha aqui no Centro passa bem cedo e já compra o jornal, e de vez em quando os mais novos também vêm atrás de uma notícia quando pedem no colégio”, afirma Raul Brigido Filho.

Antes disso, no entanto, ele aproveita para conferir a edição. “Eu sempre dou uma lida nos tópicos, porque os clientes perguntam o que saiu e a gente tem que estar por dentro”, diz.

“Para mim o ND é um dos jornais mais completos e sempre traz matérias bem diferentes sobre o cotidiano”, diz o dono da banca Entrelinhas, na Trindade, Marcelo Antônio Ignácio. “O jornal sai bastante, principalmente quando tem jogo de futebol ou matéria sobre gente conhecida”, conta.

Marcelo, que já fez parte de uma reportagem sobre o horário de verão há cerca de dez anos, diz ainda que, por fazer investimentos, não deixa de ficar antenado nas seções de política e economia.

A busca pela notícia é o que promove o vínculo entre o dono da banca Catedral, na praça 15 de Novembro, com os seus clientes. Adriano Silva, 45 anos, conta que o ND conquistou um público fiel em suas quatro bancas ao longo dos anos.

“O ND é mais regional e traz bastante coisa local, e quando o assunto é bem próximo a mim eu fico mais atento”, garante. “E a gente, que é nativo e tem muito tempo de comércio, acaba encontrando os conhecidos nas fotos”.

Em dia com a informação

Leitora Solange Maria Costa – Marco Santiago/ND

Na banca mais antiga da cidade, aberta há 110 anos, também na praça 15 de novembro, Solange Maria Costa acompanha a busca por exemplares do Notícias do Dia diariamente, até as 22h. É a partir das 9h que os leitores assíduos passam por lá e o movimento aumenta.

“Gosto de ver o que acontece por aí, as leis e o governo. É bom ler para estar em dia com as informações e poder dar um conselho e conversar com as pessoas”, diz. Solange conta ainda que o público costuma ir atrás de edições passadas do ND.

“O leitor quer algo que seja um contraponto em relação aos outros jornais, com coisas sobre a Ilha”, comenta Wilson Vieira Borges, que trabalha desde 1995 na banca Doce Revistas, localizada na rua Fernando Machado, no Centro.

Dono do local há cinco anos, ele reconhece que hoje parte do público também recorre à internet para ler as notícias, mas destaca que a procura pelo impresso é recorrente.

Além disso, não é apenas com o jornal na mão que o seu leitor sai toda manhã – um cafezinho da máquina de café do estabelecimento é a companhia clássica para o Notícias do Dia.

A longa novela que envolve a reforma da ponte Hercílio Luz, contada através de reportagens do ND ao longo dos anos, sempre chama a atenção de Ademir Pereira, que há cinco anos é proprietário da banca Cultura e Prosa, no Kobrasol, em São José.

Interessado principalmente pela editoria de Política, Pereira não perde as reflexões diárias do colunista Luiz Carlos Prates, que considera “sincero, aberto e sem papas na língua”.

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