Vereador Maikon Costa escapa de cassação

Atualizado

O vereador Maikon Costa (PSDB) escapou de ter o mandato cassado por quebra de decoro, após processo colocado em votação em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Florianópolis na tarde desta quinta-feira (21). Após mais de quatro horas de sessão, o processo foi arquivado depois que 13 vereadores acataram o parecer, mas cinco foram contrários e três abstenções foram registradas. Para que a cassação fosse confirmada, seriam necessários 16 votos ou dois terços dos votos.

A sessão extraordinária começou quente na Câmara Municipal. Simpatizantes do vereadores Maikon Costa ocuparam os lugares do andar superior da plateia do plenário, enquanto servidores do Legislativo, apoiadores da cassação, ficaram no andar inferior. No plenário, Costa estava acompanhado da advogada de defesa, Julia Vergara.

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A sessão teve início com a leitura monótona e cansativa do processo. A pedido do próprio vereador denunciado, a leitura foi encerrada antes do fim. Três vereadores pediram para subir à tribuna para se manifestar a respeito do caso.

O vereador Pedro de Assis Silvestre (PP) declarou ter perdoado Costa depois que ele se retratou, mas salientou a gravidade da declaração. “As palavras não agradaram a ninguém. Foi uma palavra muito mal colocada”, relatou Pedrão, que ainda criticou a “forma eufórica do comportamento” e pediu calma e mais tranquilidade para o vereador.

O vereador Fabrício Correia (PSB) também subiu à tribuna para destacar que Costa tem protagonizado polêmicas com objetivo de promoção pessoal em detrimento a projetos para o desenvolvimento da cidade. “Não tem sido fácil a convivência com o vereador Maikon Costa. O senhor deveria ter o seguinte slogan ‘A cidade em segundo lugar'”, disse Correia, em relação a atuação intensa do vereador tucano nas redes sociais.

O vereador Guilherme Botelho (PSDB), que substituiu ao vereador Jeferson Backer (PSDB), também se manifestou na tribuna a favor da cassação de Costa e garantiu que seu posicionamento não tem relação com um suposto favorecimento posterior à votação. “Eu acato o parecer do relator e não vou assumir cargo no Executivo até o final de 2020”, assegurou.

Depois dos três vereadores, Costa teve duas horas para fazer a sua defesa com auxílio da advogada Julia Vergara, que através de vídeos, tentou demonstrar que a defesa foi cerceada em diversos momentos do processo. Aos servidores, Costa fez questão de pedir desculpas. “Em nenhum momento esse vereador preferiu palavras contra vocês e jamais faltei respeito com qualquer pessoa nesse recinto. Eu não entendo como erro ao concordar com a palavra de um jornalista”, declarou, emocionado.

COMO ELES VOTARAM:

A FAVOR DA CASSAÇÃO:

Claudinei Marques (Republicanos)

Dalmo Meneses (PSD)

Dinho (MDB)

Erádio Gonçalves (PL)

Fábio Braga (PTB)

Fabricio Correia (PSB)

Gabrielzinho (PSB)

Gui Pereira (MDB)

Guilherme Botelho (PSDB)

Marcelo da Intendência (PP)

Maria da Graça (MDB)

Miltinho Barcelos (DEM)

Roberto Katumi (PSD)

CONTRA A CASSAÇÃO

João Luiz da Silveira (PSC)

Pedro Silvestre (PP)

Celso Sandrini (MDB)

Rafael Daux (MDB)

Vanderlei Farias (PDT)

ABSTENÇÃO

Afrânio Boppré (PSOL)

Lino Peres (PT)

Marquito (PSOL)

AUSENTE

Renato da Farmácia (PL)

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