Vereador recebe salário da Prefeitura e subsídio da Câmara de Vereadores de Joinville

Divulgação/ND

Vereador Pretti recebe salário da Prefeitura e subsídio da Câmara

SALARIÃO
Como o salário do prefeito Udo Döhler (PMDB) veio à baila, nos últimos dias, por conta da ação no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) movida pelo deputado estadual Kennedy Nunes (PSD). Despertou ainda mais interesse o fato de que um servidor municipal ganha mais que o prefeito. Por se tratar de um vereador, é mais curioso ainda. Somados, salários de vereador e de funcionário fazem de Dorval Pretti (PPS) talvez o mais bem pago servidor joinvilense. Tudo não passaria de curiosidade não fosse um detalhe: o vereador tem um cargo que não existe mais (taquígrafo). Sem contar que, no horário de expediente, sequer está nas dependências do Legislativo e sim, em solenidades como vereador. Até quando?
 
O PITO
A nova assessoria de imprensa  do JEC anunciou, no início da semana, que limitaria o número de janelas (dias em que os jornalistas podem entrevistar os atletas nos treinos) para a imprensa.  As queixas foram tantas por parte dos cronistas esportivos que o presidente Nereu Martinelli tratou logo de determinar o fim das regras, que nem mesmo chegaram a ser implementadas. Assim, os veículos de comunicação podem seguir com o trabalho diário de cobertura dos assuntos relacionados ao Joinville Esporte Clube. Nereu, dizem, deu a contra-ordem com dedo em riste em sua assessoria. Providencial.

 
ZIRIGUIDUM
 
Líder na audiência da programação local, a RICTV Record Joinville prepara um “Jornal do Meio Dia Especial”, com a participação das escolas de samba (baterias e sambistas) e pessoas-chave do mundo do carnaval joinvilense, ao vivo, para 22 de fevereiro (sábado). Faz parte da programação de cobertura do carnaval de Joinville no Grupo RIC. Confete e serpentina não vão faltar neste ano, num carnaval que será a definitiva redenção das folias de Momo na cidade. Com seis escolas e a premiação em concurso oficial, o carnaval promete ser o maior da história de Joinville. É o terceiro ano de cobertura da festa do samba na cidade, que faz a RIC, acompanhando toda esta evolução.
 
 
EM ALTA – UDO DÖHLER. Ao ganhar por unanimidade de Kennedy Nunes (PSD) no TRE (por 7 votos a 0), o prefeito, involuntariamente, atiçou uma guerra ética na cidade, na qual foi o franco vitorioso. “Roubar pode, doar o salário não!?” foi a linha de raciocínio do povo.

EM BAIXA – CELESC. Muito se tem falado da falta de água nos balneários, mas o fornecimento de energia elétrica não afeta apenas a região das praias. Até bairros de Joinville ficaram às escuras, por horas, nesta semana.
 
 
DESCONFIÔMETRO
 
Apesar da falha ter sido, teoricamente, cometida pelo Ibam, não pegou nada bem para a Câmara de Vereadores de Joinville os problemas ocorridos com o concurso público do último domingo (19), que levaram inclusive a anulação de duas partes do mesmo. Pouco adiantou se falar que a opção pelo instituto teria se dado para tirar de entidades joinvilenses a responsabilidade pela realização do certame. Univille e Sociesc foram preteridas a bel prazer de uma pretensa isenção. Organização errou duas vezes. Escolheu mal, sem licitação, e por tabela disse que instituições daqui não estariam aptas para promover o concurso. Para quem não sabe, o Ibam é aquele mesmo instituto de tantos e tantos cursinhos Walita para vereadores, ao longo do ano, em belas capitais turísticas, especialmente do Nordeste. Hummm…
 
 

DESCUIDO
 
Ultimato para a Casan tomar providências urgentes em Araquari, na região do Itinga, é necessário para que a falta de água nas torneiras de milhares de pessoas seja corrigida. Não se admite mais o grau de relaxamento com a prestação de serviços, principalmente de quem, com tanta antecedência, preza pela pontualidade e até antecipação nos envios de boletos para o pagamento do serviço. No momento em que a cidade tem o crescimento mais vertiginoso de sua história, o raciocínio capenga de se tratar parcela pobre da população é digno de todas as críticas. Só depois do sofrimento de semanas, e protesto que fechou rodovia, é que a Casan anuncia a construção de poços artesianos no local. Vergonha!
  
NA SECA
 
Essa briga contra a Casan, que agora se verifica em Araquari, já foi pano de fundo para um outro notável caso político-administrativo da região. Quando criou a Cia. Águas de Joinville, o então prefeito Marco Tebaldi (PSDB), comprou briga com ninguém menos que o governador e seu amigo na época, Luiz Henrique (PMDB). Ambos nunca mais estiveram próximos, politicamente, como antes daquele conflito. O peemedebista não queria a companhia estadual sem Joinville em sua conta. Mas Tebaldi emplacou vitoriosamente um dos grandes embates populares de então, afinal, a Casan atendeu muito mal a maior cidade do Estado por anos a fio.
 
 
REAÇÃO
 
A população de Jaraguá do Sul respira aliviada. O ritmo com que vinha se tratando a necessidade de construção de sede própria do Legislativo municipal teve um freio. Embora não negue a importância de realmente erguer a sede própria, o novo comando da Casa já deletou a compra de terreno por valores considerados exagerados (se fala em até R$ 2 milhões). Este ano, preocupação será apenas com o projeto arquitetônico da mesma para que, num segundo momento, parta-se para escolha do local e compra do terreno. Mudança de nomes entre assessores da Câmara também gerou espécie em Jaraguá.
 
 

DIRETAS
 
– Por que será que algumas pessoas sentem necessidade de se manifestar contra a razão, interpretando de forma equivocada as leis do bom senso?

– Intelectualóides defendem ameaças à segurança de muitos em favor de alguns desocupados, alegando “direito de ir e vir” na questão dos rolezinhos.

– Para provar que realmente levantam bandeira pelo artigo constitucional, que protestem então contra os manifestantes do Movimento do Passe Livre, que impediram o direito de ir e vir de tantos joinvilenses ao fechar ruas do centro em horário de grande movimento, esta semana.

– A apatia que rendeu um cenário pouco comum ao PT, em 2013, poderá se repetir agora, em pleno ano eleitoral. Será que isso tem a ver com a votação das contas do ex-prefeito Carlito Merss pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado)?

– Falta “time” ao marketing de Joinville. Se a cidade vem sofrendo com um calor sufocante e radical, deveriam ser agilizadas ações que “vendam” inteligentemente o fato de termos registrado o maior calor do planeta em alguns dias de janeiro.

– Em regiões gélidas, com um frio que mata qualquer desavisado menos protegido, o turismo faz bombar o receptivo com festivais de esculturas no gelo e afins. Por aqui, em terras tupiniquins, nem um festival da cerveja Joinville é capaz de organizar. Acomodados!