Vereadores de Biguaçu trocam acusações e pedem afastamento durante investigações

Briga entre parlamentares teve início a partir da divulgação de vídeo de suposta negociação entre o presidente da Casa Manoel Pereira (PP)e Décio Alves (PV)para silenciar denúncia de superfaturamento

Trocas de acusações entre dois vereadores de Biguaçu colocaram a Câmara Municipal no foco de uma polêmica. A briga entre Décio Baixo Alves (PV) e o presidente da Casa, Manoel Airton Pereira, o Bilico (PP), teve início a partir da divulgação, na última sexta-feira, de um vídeo onde Décio, supostamente, negociaria com o presidente para não dar continuidade às denúncias de superfaturamento no aluguel de impressoras para o legislativo. O caso levou os dois parlamentares a pedirem afastamento por 30 dias, prazo para que a sindicância de investigação seja apresentada. As cenas foram registradas no gabinete de Bilico, que disse ter armado a gravação para que Décio parasse com o que ele chamou de “extorsões”.

No centro da polêmica está o aluguel de 20 impressoras para Câmara de Vereadores, aonde o legislativo desembolsa mensalmente cerca de R$ 10 mil a empresa Tecnocenter. “É um absurdo a Câmara pagar esse valor. Com esse dinheiro poderia comprar, ao invés de alugar os equipamentos”, declarou Décio, que também trabalha em um jornal local, aonde tem publicado esta e outras denúncias. “Estou cansado dele [Décio] tentar me extorquir, não foi a primeira vez, por isso resolvi gravar o vídeo”, declarou Bilico, ontem, já como vereador licenciado. Sobre as denúncias, Bilico diz que se trata de inverdades, e que o contrato mantido com a empresa Tecnocenter é transparente.

Nas imagens, os dois aparecem negociando, buscando um entendimento sobre denúncias, e em dado momento Bilico pergunta a Décio “quanto você quer?”, mas não chegam a firmar acordo. A negociação, segundo Bilico, é sobre a fatia de publicidade da Câmara, que não teria contemplado o jornal que Décio trabalha. “Ele quer que a Câmara dê dinheiro pra ele”, diz Bilico.

Nas despesas com a empresa que aluga as 20 impressoras para Câmara, 19 preto e branco e uma colorida, os gastos mensais incluem toner, imposto e um funcionário, que recebe da Câmara R$ 2,1 mil no contrato de manutenção. 

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