Vereadores de Curitibanos são processados por ato de improbidade administrativa

Quatro vereadores de Curitibanos estão sendo processados por ato de improbidade administrativa. Segundo a ação civil pública, proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina, os vereadores teriam desviado recursos da Câmara de Vereadores do município. A ação também atinge outras duas servidoras públicas, o patrimônio de outra servidora, que cometeu suicídio, e o então companheiro desta última, por terem participação nas irregularidades. A Justiça determinou a indisponibilidade dos bens dos réus, como forma de garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

Estão sendo processados por ato de improbidade administrativa os vereadores Valdeci Garcia, Sidnei Furlan, Ângelo Scolaro e Osni Righes; as tesoureiras da Câmara, Josette Ivana Almeida Closs e Izabel Padilha; e Jorge Machado Amador, marido da então contadora do Legislativo Municipal, Ana Maria Correa Carvalho, encontrada morta por disparo de arma de fogo no dia 23 de dezembro de 2011, quando veio à tona o desvio.

A ação civil pública tem o objetivo de recuperar os recursos desviados da Câmara de Vereadores e a responsabilização dos agentes por ato de improbidade administrativa. Além disso, o MP também pede a aplicação de penas como perda da função pública e suspensão dos direitos políticos.

O caso

O desvio veio à tona no final de 2011 quando não havia dinheiro na conta da Câmara para pagar o salário de alguns vereadores. No mesmo dia, 23 de dezembro, Ana Maria foi encontrada morta. As condições da morte da contadora foram apuradas em inquérito policial próprio, que concluiu suspeita de suicídio.

Segundo as investigações, somente a contadora Ana Maria teria desviado entre 2009 e 2011 mais de R$640 mil. Parte do dinheiro foi repassado diretamente ao companheiro Jorge Machado Amador. Os desvios aconteciam através de transferências eletrônicas, depósitos na própria conta e desconto em cheques. Já o vereador Valdeci Garcia teria desviado cerca de R$68 mil. Ele chegou a comunicar falsamente a polícia o furto de cheques do legislativo, buscando encobrir os desvios praticados.

Fonte: Ministério Público Santa Catarina

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