Vídeo: Acusado de matar Gabriella é encaminhado ao presídio após se entregar, em Joinville

Atualizado

Leonardo Natan Chaves Martins, acusado de assassinar Gabriella Custódio da Silva em julho deste ano, em Joinville, deixou a Delegacia de Homicídios por volta das 14h40 desta sexta-feira (9), após se entregar à polícia.

O inquérito foi concluído e a Polícia Civil pediu a prisão preventiva do principal suspeito, que era namorado da vítima.

Antes de ser encaminhado ao Presídio Regional de Joinville, Leonardo passará por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).

Ao entrar na viatura, ele reforçou que o tiro contra Gabriella foi acidental. “Com certeza”, disse ele, ao ser questionado sobre a versão.

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Leonardo chegou à Delegacia de Homicídios por volta das 14h desta sexta-feira. Ele foi indiciado por feminicídio e aguardará o julgamento recluso no sistema prisional.

O pai do acusado também foi indiciado por envolvimento no crime, neste caso por porte ilegal de arma de fogo. O disparo que matou Gabriella partiu da arma que ele tinha em casa, de forma irregular.

O crime aconteceu no dia 23 de julho, na casa onde moravam os pais de Leonardo, no Distrito de Pirabeiraba. Ele alegou à polícia que o tiro foi acidental e que aconteceu enquanto ele mostrava a arma para Gabriella.

A jovem chegou a ser levada ao Hospital Bethesda pelo companheiro, mas já estava sem vida.

Confira a decisão do juiz da Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Joinville, Dr. Gustavo Henrique Aracheski, assinada na quinta-feira (8) à noite:

TEOR FINAL da decisão:

Em resumo, há de concreto que a vítima Gabriela foi atingida por disparo da arma de fogo que estava na posse do representado, exsurgindo daí indícios suficientes da autoria do crime de homicídio doloso.
Os pressupostos estão, assim, demonstrados. A prisão cautelar se fundamenta para garantia da ordem pública. Neste ponto, destaca-se que apesar de reiteradas – e contínuas – campanhas contra a violência doméstica, o que se vê, na mídia e também nos procedimentos em trâmite neste juízo, é o incremento dos casos envolvendo agressões contra a mulher exigindo resposta célere e enérgica por parte do Estado, a fim de refrear a incidência, não apenas do representado. No presente caso, a jovem Gabriela foi atingida por disparo fulminante que lhe causou a morte quase que instantaneamente. Na sequência, o representado transportou o corpo da ofendida no porta malas do carro, como se um objeto fosse, o que denota falta de respeito e humanidade em relação à própria companheira. Depois, evadiu-se para se eximir da responsabilidade penal por seu ato e, na sequência, concorreu (no mínimo) para ocultação de provas (arma de fogo e aparelhos celulares), comportamento intolerável, que ensejou grande repercussão e indignação na sociedade local. Por isso, não fosse a gravidade da própria infração e a imprescindibilidade de acautelar o meio social (insiste-se, por causa de ações do próprio agente), daí se justificando a prisão para garantir a ordem pública, viu-se que o representado embaraçou o trabalho investigativo, de modo que a medida extrema também se impõe por conveniência da instrução criminal.”

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