VÍDEO: Bolsonaro fala sobre combate ao coronavírus, em meio a panelaço

Atualizado

O presidente Jair Bolsonaro usou pela quarta vez a cadeia nacional de rádio e televisão, na noite desta terça-feira (31), para falar sobre a atual situação do coronavírus e sobre medidas econômicas. Novamente, houve panelaços em diversas cidades do Brasil durante a transmissão.

Bolsonaro citou uma parte da fala do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom, quando citava os trabalhadores informais.

“Muitas pessoas, de fato, tem que trabalhar todos os dias para ganhar o seu pão diário e o governo tem que levar essa população em conta. Se fechar as movimentações, o que vai acontecer com essas pessoas que tem que ganhar o pão de cada dia todos os dias?”.

Pelas redes sociais, o diretor-presidente da organização, sem citar o presidente brasileiro, se manifestou e afirmou que pessoas sem renda merecem ter a dignidade garantida e convocou os países a desenvolverem políticas que forneçam proteção econômica a essas pessoas.

“Eu cresci pobre e entendo essa realidade. Convoco os países a desenvolverem políticas que forneçam proteção econômica às pessoas que não possam receber ou trabalhar devido à pandemia da covid-19. Solidariedade”, disse em mensagem retuitada pela OMS.

Além disso, o presidente falou que o ministro Paulo Guedes está tomando previdências para “proteger sobretudo o emprego e a renda dos brasileiros”. Como resultado, ele cita exemplos de linhas de créditos para as empresas e o auxílio de R$ 600 para os trabalhadores informais.

Saúde

Ele ainda afirmou que a pandemia provocada pelo novo coronavírus (covid-19) é o “maior desafio da nossa geração”. Bolsonaro voltou a enfatizar a necessidade de se implementar medidas para a preservação de empregos.

“O efeito colateral das medidas de combate ao coronavírus não pode ser pior do que a própria doença. A minha obrigação como presidente vai para além dos próximos meses. Preparar o Brasil para a sua retomada, reorganizar nossa economia e mobilizar todos os nossos recursos e energia para tornar o Brasil ainda mais forte após a pandemia.”

Além de afirmar que novos leitos de UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) e insumos estão sendo adquiridos pelo governo federal, Bolsonaro lembrou que, em consenso com a indústria farmacêutica, foi decidido, nesta terça-feira (31), adiar por mais 60 dias o reajuste dos preços dos medicamentos no Brasil.

Confira o pronunciamento:

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