Vigilância Sanitária interdita leitos de UTI em hospital de Itajaí

Atualizado

O Hospital Marieta Konder Bornhausen, no município de Itajaí, teve uma ala de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) interditados pela Vigilância Sanitária do Estado na terça-feira (4), na unidade Padre Pio. A unidade, que contava com 13 leitos ativos, servia como apoio quando a lotação era completa na UTI principal.

A preocupação agora fica em como atender a demanda, já que a unidade Padre Pio é que absorvia grande parte dos atendimentos da região. O número de leitos que já não era satisfatório, ficou ainda menor.

Hospital teve 13 leitos de UTI interdidos pela Vigilância Sanitária na últia terça-feira (4) – Hospital Marieta Konder Bornhausen/Divulgação

Em nota divulgada à imprensa, a Vigilância Sanitária diz que o espaço em questão não estava regularizado como UTI, sendo caracterizado sanitariamente como uma unidade de observação para pacientes provenientes do atendimento de urgência e emergência.

Informou, ainda, que a central de regulação do Estado foi informada previamente sobre a interdição. A nota também destaca que a unidade Padre Pio não possui estrutura física, equipamentos e nem equipe profissional compatível com uma UTI, além de não ter sido habilitada pela regulação.

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Também em nota oficial, a Secretária de Estado da Saúde afirmou não ter como fazer o repasse para a unidade enquanto a situação não for regularizada. Não existe repasse para UTI, uma vez que a unidade sequer é caracterizada como tal no momento.

O que diz o hospital

O hospital Marieta Konder Bornhausen afirma que o fechamento ocorreu por questões burocráticas e estruturais. Dessa forma, os 13 leitos usados como UTI extintos pela Vigilância Sanitária voltam a funcionar apenas para a observação de pacientes.

Segundo o hospital, a unidade Padre Pio, durante os 14 meses de funcionamento, atendeu aproximadamente 1.863 pacientes críticos que necessitavam de uma vaga de mais monitoramento médico, até que fossem transferidos.

O Marieta também diz ter um pré-projeto para fazer as adequações exigidas pela Vigilância Sanitária, mas não possui condições financeiras para executá-la. O valor do projeto fica em torno de R$ 4 milhões e a Secretária de Saúde informou que não haverá repasses enquanto a situação não for regularizada.

Solução

Uma reunião que acontecerá na tarde desta segunda-feira (10) a partir das 13h, na Diretoria de Vigilância Sanitária de Santa Catarina, poderá trazer novidades sobre a situação e alguma solução. A reunião foi confirmada pela assessoria da Divs.

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