Vítimas podem sair de casa para denunciar violência na Argentina

Atualizado

O governo da Argentina vai permitir que “mulheres ou pessoas LGBT” deixem suas casas durante o isolamento obrigatório do país para prestar queixas ou pedir ajuda após sofrerem violência de gênero, de acordo com uma resolução publicada no domingo (5) no Diário Oficial do país.

12 mulheres foram assassinadas durante a quarentena na Argentina – Foto: Reprodução/Pixabay

A medida permite que as vítimas saiam “sozinhas ou com os filhos” e se tornem parte dos “casos de força maior” isentos do isolamento obrigatório em vigor desde 20 de março na Argentina para conter a pandemia do novo coronavírus.

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“O isolamento social, preventivo e obrigatório pode, em alguns casos, aumentar os riscos desta violência. É imperativo esclarecer que dentro das situações de força maior estão todas aquelas em que mulheres e LGBTs, sozinhas ou com os filhos, precisam deixar suas casas para prestarem queixas criminais pertinentes ou pedirem ajuda”, diz a resolução.

Dessa forma, o Observatório Adriana Marisel Zambrano, da ONG La Casa del Encuentro, revelou que ocorreram 12 feminicídios entre 20 de março e 2 de abril na Argentina, durante os primeiros 14 dias de isolamento.

Quarentena na Argentina

Assim o decreto que prevê o isolamento social, preventivo e obrigatório prevê exceções ligadas a “uma série de atividades ou serviços declarados essenciais”, que desde a implantação vêm sendo atualizadas.

Na última sexta-feira, o governo acrescentou várias atividades econômicas à lista de tarefas essenciais, como exploração de minério, produção e comercialização florestal, indústria madeireira e venda de materiais de construção.

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