Governador de Minas diz que ‘a princípio’ todos os alvarás e licenças estavam em dia

Ainda assim, Romeu Zema afirmou que é preciso rever os protocolos de segurança

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou no início da tarde deste sábado (26), que é preciso rever os protocolos de segurança a partir do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho. Zema declarou que, em uma análise preliminar, todos os alvarás e licenças relativas à mina estavam em dia. O governador revelou ainda que o Estado deverá receber ajuda de Israel para ajudar na busca por corpos.

Barragem na Mina do Feijão rompeu nesta sexta; mais de 400 estão desaparecidos - Presidência da República/Divulgação/ND
Barragem na Mina do Feijão rompeu nesta sexta; mais de 400 estão desaparecidos – Presidência da República/Divulgação/ND

Romeu Zema sobrevoou a região do desastre junto com o presidente Jair Bolsonaro, além de ministros. Depois, todos se reuniram em uma sala do aeroporto de Confins. Bolsonaro, que saiu sem dar declarações à imprensa, ofereceu ajuda federal e informou que o governo de Israel já se dispôs para auxiliar nas buscas.

“O governo federal deve nos ajudar no sentido de estar trazendo alguma tecnologia que vem lá de fora e ajude a recuperar os corpos que estão soterrados, porque é muito difícil localizar um corpo que está a cinco, dez metros de profundidade. Israel já se ofereceu para fazer isso”, comentou Zema.

Zema informou que as licenças relativas à barragem de Brumadinho estavam em dia, e evitou falar sobre mudanças na legislação ambiental. Ao mesmo tempo, contudo, reconheceu que os protocolos precisarão ser revistos.

“Não podemos querer aqui no Brasil pena de morte se a lei não prevê isso. Aquilo que a lei prevê, será feito”, sustentou. “A legislação ambiental, tanto de Minas quanto do Brasil, é das mais rigorosas. É prematuro fazer algum diagnóstico da tragédia de ontem, mas a princípio todos os alvarás, todas as licenças estavam em dia. Uma mina desativada há quatro anos se rompeu, uma mina que já estava praticamente coberta por vegetação. É muito preocupante, e vamos ter que rever, porque é algo que não poderia ter acontecido pelos protocolos existentes.”

Ônibus encontrado

O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais informou na manhã deste sábado (26), que um ônibus com funcionários da Vale foi encontrado na barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. A corporação não quis confirmar o número de pessoas que haviam no veículo, que estava soterrado, mas disse que todos os passageiros estavam sem vida.

Até o início da madrugada deste sábado, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais registrou nove mortes após o rompimento da barragem. O último balanço da corporação aponta ainda o resgate de nove pessoas com vida da lama de rejeitos e de cerca de 100 pessoas que estavam ilhadas.

A mineradora Vale divulgou uma lista com os nomes de mais de 400 pessoas, entre empregados e terceirizados, que se encontram desaparecidos até o momento.

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Zema diz que ‘a princípio’ todos os alvarás e licenças estavam em dia

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou no início da tarde deste sábado, 26, que é preciso rever os protocolos de segurança a partir do rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho. Zema declarou que, numa análise preliminar, todos os alvarás e licenças relativas à mina estavam em dia. O governador revelou ainda que o Estado deverá receber ajuda de Israel para ajudar na busca por corpos.

Romeu Zema sobrevoou a região do desastre junto com o presidente Jair Bolsonaro, além de ministros. Depois, todos se reuniram em uma sala do aeroporto de Confins. Bolsonaro, que saiu sem dar declarações à imprensa, ofereceu ajuda federal e informou que o governo de Israel já se dispôs para auxiliar nas buscas.

“O governo federal deve nos ajudar no sentido de estar trazendo alguma tecnologia que vem lá de fora e ajude a recuperar os corpos que estão soterrados, porque é muito difícil localizar um corpo que está a cinco, dez metros de profundidade. Israel já se ofereceu para fazer isso”, comentou Zema.

Zema informou que as licenças relativas à barragem de Brumadinho estavam em dia, e evitou falar sobre mudanças na legislação ambiental. Ao mesmo tempo, contudo, reconheceu que os protocolos precisarão ser revistos.

“Não podemos querer aqui no Brasil pena de morte se a lei não prevê isso. Aquilo que a lei prevê, será feito”, sustentou. “A legislação ambiental, tanto de Minas quanto do Brasil, é das mais rigorosas. É prematuro fazer algum diagnóstico da tragédia de ontem, mas a princípio todos os alvarás, todas as licenças estavam em dias. Uma mina desativada há quatro anos se rompeu, uma mina que já estava praticamente coberta por vegetação. É muito preocupante, e vamos ter que rever, porque é algo que não poderia ter acontecido pelos protocolos existentes.”

(Marcio Dolzan, Brumadinho)

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