Organização estuda liberar atletas de quarentena em Tóquio para Olimpíada em 2021

Essa é uma das propostas que começaram a ser estudadas pelos organizadores em uma reunião realizada nesta sexta-feira (4) na capital japonesa

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), estuda liberar os atletas da quarentena obrigatória imposta no Japão para pessoas quem chegam do exterior no país asiático.

Comitê estuda liberar os atletas da quarentena obrigatória imposta no Japão – Foto: Divulgação/COI/ND

Essa é uma das propostas que começaram a ser estudadas pelos organizadores em uma reunião realizada nesta sexta-feira (4) na capital japonesa.

“Começamos a debater medidas para organizar os Jogos Olímpicos seguros para espectadores e atletas. Isso é nossa máxima prioridade”, afirmou Toshiro Muto, presidente do Comitê Organizador, em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira concedida logo após o término da reunião entre os dirigentes da entidade.

“Mas nada está decidido ainda. Precisamos ver como estará a situação da pandemia no momento dos Jogos”, prosseguiu.

No final de março, o COI (Comitê Olímpico Internacional) e o governo do Japão decidiram adiar em um ano os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 para não atrapalhar o desempenho dos atletas e a participação do público. Em 2021, a Olimpíada terá a sua cerimônia de abertura no dia 23 de julho e a de encerramento em 8 de agosto.

Outro ponto discutido pelos dirigentes na reunião desta sexta-feira foi sobre a vacina contra a Covid-19. Muto garantiu que ela não será obrigatória.

“Não é um pré-requisito [ter a vacina]. O COI e a OMS (Organização Mundial de Saúde) já discutiram esse assunto. Claro que se já tivermos uma desenvolvida, será ótimo. Mas se você me pergunta se isso é uma condição para ter os Jogos, não é uma condição”, revelou o dirigente japonês.

Muto descartou novo adiamento dos Jogos, mesmo que a pandemia não dê sinais de acabar. “Não sei qual será o estado das infecções por novo coronavírus no próximo verão [no hemisfério norte], mas as chances de que isso seja algo do passado não são altas. Em vez disso, o importante é realizar as Olimpíadas para pessoas que precisam conviver com a Covid-19”, completou.

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