2021, o ano da empatia

Há quase um ano que a população florianopolitana vive momentos de angústias, incertezas e medos. Angústia, pois mesmo com os cuidados pode se tornar mais uma vítima da Covid-19. Incertezas, porque não sabe quando receberão a vacina. E o medo constante de não chegar o amanhã para aqueles que amamos, convivemos e admiramos em virtude desse inimigo mutável.

Em 17 de março de 2020, com a chegada do novo Coronavírus em Florianópolis, a rotina mudou para todos. Os abraços se tornaram distantes. O carinho ficou mais frio. A nossa casa virou nosso escritório. As empresas físicas se adequaram para o digital e, mesmo assim, milhares de empresas fecharam as portas e famílias perderam os empregos.

Apesar das incalculáveis perdas de faturamento, o empresário é otimista e criativo. Ainda no segundo semestre de 2020, uma a cada cinco empresas investiram em projetos durante a pandemia, de acordo com o levantamento realizado pela FIESC, Fecomércio-SC e Sebrae/SC.

Aos poucos a economia tem retomado em Florianópolis. Algumas datas comemorativas como a Semana do Brasil, Black Friday e Natal movimentaram o setor produtivo nos quatro cantos da Cidade.

É preciso ter coragem para empreender, mas além de coragem é necessário confiança, persistência e constância para não deixar a máquina parar.

São atitudes assim que esperamos do próximo. Não se trata somente de vendas, mas sim de pessoas que diariamente são expostas de forma inadequada a Covid-19.

Uma parte da população aprendeu a conviver com o vírus, mas outra parcela da sociedade está entediada e parte para aglomerações sem qualquer proteção. É por conta de tal irresponsabilidade que milhares de vidas estão sendo perdidas dia após dia. É bem certo que basta apenas uma pessoa infectada em meio aglomeração para proliferar o vírus e o pior, levar a doença para familiares e amigos com morbidades crônicas.

Usar máscaras, lavar as mãos e manter o distanciamento não são tarefas difíceis de fazer, difícil mesmo é ver pessoas entubadas precisando de oxigênio. É perder um ente querido sem poder se despedir.

A Covid-19 não tem coração, mas você tem. Em 2021 seja consciente e pratique mais a empatia. Precisamos olhar para o próximo e preservar o nosso bem maior: a vida.

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