A experiência do ensino híbrido

A pandemia movimentou muitas estruturas, sendo a educacional uma delas, logo, as experiências inauguram novos tempos vindouros. As escolas adaptaram-se às pressas readequando as aulas, assegurando a continuidade do aprendizado, oportunizando um salto no aspecto tecnológico.

Diante do cenário, não podemos deixar de imaginar o pós-pandemia, ou seja, precisamos potencializar o ensino híbrido. O caminho será longo, e inicialmente urge definir a denominação. Será ensino híbrido ou educação híbrida?

O ensino híbrido será uma modalidade, uma metodologia ativa ou uma proposta de escola ativa?

Percebo em muitas falas a ausência de ousadia. Então, eu questiono, onde fica a educação disrupitiva, que rompe com padrões? Muitos ficam lembrando de tendências de épocas que não se consolidaram.

Exemplo: escola nova, escola experimental, escola inovadora, quando na proposta o estudante era o protagonista, numa pedagogia ativa, que hoje é o ponto central do ensino híbrido.

Mesmo pensando numa educação disruptiva, devemos caminhar com cautela, propiciando à educação híbrida uma nova metodologia, sem a necessidade, inicialmente, da implantação de uma modalidade, mesmo que seja assegurado, numa possível revisão de legislação, o “preferencialmente presencial”, havendo alteração da LDB-Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Convivemos com o mito, que gera temor entre a classe, de que a modalidade / metodologia híbrida, ou as TICs, podem diminuir a atuação do professor.

O uso pedagógico de recursos digitais exigirá a participação efetiva do professor sempre, com a intervenção pedagógica do educador em sala de aula, ou diante da tela, indiscutivelmente.

Este novo momento da educação vai exigir, sem dúvida, um professor criativo, flexível e atento às diversidades.

Ao adotar uma pedagogia ativa, com ou sem tecnologia, a escola seguirá um alinhamento de orientações para que o estudante possa ir além da sala de aula, superando a teoria da sala de aula invertida.

Então, é prudente, neste primeiro momento, melhorar as habilidades metodológicas dos professores, formalizando ações de pedagogia ativa – escola ativa, construindo o desenvolvimento das competências gerais previstas pela BNCC (Base Nacional Comum Curricular) , e futuramente encaminhar a formalização da modalidade híbrida, alterando a LDB.

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