A reinvenção da Educação

Aquele universo da educação brasileira de 16 de março de 2020 não volta mais. Este período de pandemia reorganizou as estruturas sociais. E aquele que está esperando um retorno, seja professor ou estudante, é bom já se antecipar e flexibilizar a maneira como está vendo todas estas necessidades do uso das novas ferramentas digitais para efetivar o ensino e aprendizagem.

Sejam bem-vindos ao mundo da educação versus tecnologia com a alma do educador inovador. Uma verdadeira atualização (revolução) digital chegou à sociedade pela sala de aula.

Neste contexto, surge um novo formato de educação básica com o desenvolvimento de atividades didático-pedagógicas a partir das tecnologias disponíveis.

A educação tem que estar preparada para os novos padrões que são apresentados pela modernidade, para melhor compreender e se conectar aos estudantes dos tempos atuais, pois eles assimilaram muito bem o novo.

De modo geral, é a geração dos conectados e autossuficientes que não verão mais a tecnologia como algo separado da vida humana. O professor se reinventou, incorporando em nove meses o avanço talvez programado para os próximos vinte anos. Urge que as lideranças educacionais não só apoiem este novo perfil, mas também que acolham e entendam as necessidades de cada processo.

Na condição de secretário municipal de Educação de Florianópolis eu liderei este grande desafio, abrindo novos caminhos para o reposicionamento da educação municipal, otimizando esse novo perfil, ou seja, estimulando a conscientização das oportunidades e ameaças, dos seus pontos fortes e fracos, balizando a educação de Florianópolis.

Entretanto, a formação dos professores não pode ficar em segundo plano, ela é fundamental para mediar o lapso temporal suposto entre as gerações que atuam nos ambientes de aprendizagem.

Assim, ao contrário do que muitos temiam, a tecnologia não substitui o professor, ela empoderou os profissionais da educação, alinhando todas as gerações que convivem na comunidade escolar.

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