A vulnerabilidade e a fortaleza

Este é o maior desafio da humanidade em termos de saúde e convivência. Talvez digam que as pandemias da Peste Negra na Idade Média e da Gripe Espanhola no século passado mataram mais pessoas do que a Covid-19 matará. Pode ser. Mas, hoje, por estarmos todos conectados, o cenário nos apresenta uma fraqueza e uma fortaleza. Fraqueza pela fragilidade natural da vida humana. Fortaleza pela interdependência entre nós. Nunca estivemos tão próximos e conscientes da importância de todos cuidarem de todos.

O caminho, portanto, é a solidariedade, que começa por levarmos a sério as medidas para preservação da vida e está, neste contexto, em práticas simples e humildes, como permanecer em casa, lavar as mãos corretamente, higienizar o corpo e os ambientes, cuidar da imunidade, organizar a vida para trabalhar, aprender e conviver a partir dos nossos lares. Estamos sendo desafiados para uma nova cultura e um novo relacionamento entre as pessoas.

O olhar expressivo de um rosto com máscara significa um sorriso. Não entrar no elevador com outros, cumprimentar de longe, fazer reuniões virtuais, ficar em isolamento doméstico, tudo isto é respeito pelo outro, é promover afeição e cuidado. Colocar barreiras entre países, cidades e pessoas é abrir possibilidades para circularmos livremente em futuro próximo. Isolamento domiciliar não é clausura ou prisão, mas um ato de liberdade. É optar pela compaixão, pelo bem coletivo. O individualismo talvez seja um inimigo ainda maior que o vírus.

Precisamos igualmente de serenidade diante das informações e da reorganização das nossas empresas quanto ao relacionamento, produção, entrega dos produtos e serviços. É preciso inovar para garantir o futuro de empresas e instituições.

Quanto à saúde pessoal e social, a matemática é simples: achatamento da curva de infecção. Muitos de nós seremos infectados pela COVID-19 e se isso acontecer de forma síncrona nosso sistema de saúde entrará em colapso.

Estamos diante de um novo parâmetro de convivência humana. Há divergência em relação às medidas adotadas em cada lugar, mas há convergência quanto à seriedade do problema. Ignorar, diminuir, postergar e disfarçar não ajudarão em nada. No fundo, é algo muito simples e igualmente complexo: simples porque atos de higiene e permanecer em casa salvam vidas; complexo porque teremos que enfrentar a sustentabilidade econômica e social da humanidade e ainda encontrar a cura para a Covid-19.

Salvar e preservar vidas, mais do que nunca, depende de cada um de nós!

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