Amarras Amargas

Entidades ligadas ao segmento de eventos, lideradas pelo Floripa Convention, lançaram recentemente um Manifesto reagindo à demora das autoridades do Estado e nos municípios da Grande Florianópolis, para a retomada da agenda de eventos, mesmo que neste momento, para planejamento.

Desde o início da quarentena, em 18 de março, o segmento está parado. Entre cancelamentos, suspensões e adiamentos, somente em Florianópolis, já são mais de 81 eventos com futuro incerto.

O setor de eventos estagnou no Brasil e, como segundo destino nacional, estamos completamente sem ação, sendo que entre os meses de março a novembro deste ano, estamos deixando de faturar 500 milhões e 400 mil para a economia da cidade, numa cadeia produtiva que envolve hotéis, bares e restaurantes, infraestrutura e milhares de empregos com profissionais que têm nesse segmento sua fonte de sobrevivência.

Somente de empresas associadas à nossa entidade, 40% delas estão se desassociando e com fortes indícios de falência dentro de 60 dias. São empresas prestadoras de serviço, agora, gerando desemprego ao invés de empregos!

Com agendas vazias, empresários alternam entre minimização do prejuízo, com busca de financiamentos, negociação com credores, redução e renegociação da jornada de trabalho e, consequentemente, do salário dos colaboradores, sem citar profissionais ligados as áreas de apoio, quando da realização dos eventos presenciais como: recepcionistas, seguranças e técnicos de áudio e vídeo, como exemplo.

Dessa forma, o Floripa Convention lançou um manifesto em prol da retomada planejada do segmento de eventos. Urge que órgãos competentes – seja na esfera estadual e dos municípios, deem voz para as entidades e empresas do segmento, antes que seja tarde e mais, que não haja mais possibilidade de voltarmos ao antigo normal.

Precisamos e solicitamos que seja realizada uma distinção em modalidades e formas de eventos, classificá-los, diferenciando seus níveis, para que possamos retomar nossas atividades, liberar setores econômicos para que pequenos eventos sejam configurados e medidas com protocolos para médios e grandes sejam estabelecidas.

Estamos prontos, como sempre estivemos, para continuar dando à Região, distinção e elevar novamente ao topo da cadeia produtiva o nosso segmento e nossos associados, pelo bem dos empregos, das pessoas e da segurança e saúde da sociedade.

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