Aterros inteligentes

Embora digam não haver regra sem exceção, os aterros destinados ao aumento de área e alargamento de praias, são tecnicamente possíveis, economicamente justificáveis, socialmente desejáveis e ecologicamente corretos, desde que efetuados de acordo com certas regras ambientais. Crítica a esse postulado tem sido insignificante, exceto no concernente à questão ambiental. Há quem se posicione contra o aterro da Baía Sul.

Um dos argumentos tem sido o afastamento do mar do centro da cidade. Inconteste foi a desnecessária destruição da histórica e belíssima obra arquitetônica que fora o Miramar, um erro do empreendimento. Atualmente é cogitada a ampliação da área da Ponta do Coral. Ali já existiu um porto onde atracaram navios da Texaco, porque havia profundidade suficiente ao calado exigido pela embarcação.

O assoreamento ocorrido nos últimos oitenta anos cobriu o fundo do mar com uma camada de lama e pouca areia que limita a navegação à barcos de pequeno calado. Além de alterar, de forma negativa, o bioma local para a vida de espécies marinhas e pesca, outrora abundantes, o aterro bem conduzido, com material da redondeza, com canal de acesso a futuro trapiche, poderá restaurar a navegabilidade com barcos que requeiram calados a cima de cinco metros.

Um acontecimento que viria ao encontro da vocação turística da Ilha, sem dano ambiental ecologicamente correto. É o ponto-de-vista de um lageano, que desceu a Serra em 1930 e conheceu a era de ouro da Ponta do Coral, onde havia uma belíssima construção no estilo colonial português, que servia para armazenagem das mercadorias trazidas pelos navios, que precisam voltar às duas baias, mediante o retorno das dragagens havidas no passado.

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