Biblioteca Pública de Santa Catarina: um legado de 167 anos

A Biblioteca Pública comemora neste dia 31 de maio, 167 anos de existência. Criada pela Lei nº 373/1854, foi aberta ao público em 9 de janeiro de 1855, constituindo-se na sexta biblioteca do gênero mais antiga no Brasil e na quarta instituição pública mais longeva em atividade no Estado, atrás da Alesc (1834), Polícia Militar (1835) e Secretaria da Fazenda (1837).

Com destacada presença no cenário cultural e educacional, contribui para o crescimento intelectual, além de proporcionar os caminhos na democratização da informação e na geração de conhecimentos.

Instalada desde 1979 num prédio situado na rua Tenente Silveira, 343, no Centro de Florianópolis, abriga mais de 120 mil exemplares distribuídos em obras de referências, gerais, literatura brasileira e internacional, periódicos, livros infantis e materiais especiais voltados aos portadores de deficiência visual, à disposição dos 42 mil usuários cadastrados.

No setor de obras raras, dentre os seus 15 mil títulos, encontra-se o Repertório das Ordenações do Reyno de Portugal, de 1643. O setor de SC tem como objetivo guardar e preservar a memória bibliográfica estadual, e disponibiliza um acervo de livros, obras raras e jornais catarinenses editados a partir do século XIX.

É reconhecida como a maior coleção do gênero em nosso território, abrigando 1.907 títulos de jornais editados em mais de 100 cidades catarinenses. O conjunto deste acervo ocupa uma área de 216m², 150 estantes e mais de 12 mil volumes encadernados ou em pastas especiais.

Preocupados com a conservação deste patrimônio cultural, iniciamos em 2013 a Hemeroteca Digital Catarinense, uma parceria com o IDCH/UDESC. Já estão disponíveis 926 títulos de jornais digitalizados, ultrapassando 650 mil páginas, tornando-se o terceiro maior repositório de jornais digitais do país.

Tal projeto, além de democratizar o acesso ao acervo de periódicos a qualquer cidadão, é a única ação continuada e de alcance estadual desenvolvida pela Biblioteca ao longo da sua história.

Entretanto, todo este patrimônio encontra-se desprovido de segurança, o que o torna vulnerável a perda total, levando à destruição da memória documental de SC.

Urge a necessidade de reinstalar o sistema de climatização, adquirir mobiliários, equipamentos, compra de acervos e executar obra elétrica, lógica e preventiva de incêndios, e a implantação de sistema antifurto. A última reforma da instituição aconteceu em 2003. Ela não quer comemorações, clama por um S.O.S.!

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