Casildo, um gigante da vida

O vice-governador, o governador, o senador, o deputado (estadual e federal) Casildo Maldaner (in memoriam) foi uma saudável expressão de político e homem.

Com seu linguajar pitoresco, revelava seus sentimentos autênticos e sem as formalidades impostas aos políticos pela liturgia do cargo.

Para escrever o Casildário 1, (Casildário 2 terminei e o 3 ficou pela metade), acompanhei Casildo ao longo de um ano. Pesquisei e selecionei suas citações e resolvi interpretá-las e “traduzi-las” neste Casildário 1, (como no dois e três).

Meu eterno amigo Casildo Maldaner, que agora dorme no Senhor, era um homem alegre como um “exemplo para La Fontaine: “Não chamo alegria o que provoca o riso, mas aquele charme, aquele tom agradável que pode dar graça a qualquer assunto, mesmo o mais sério”.

Casildo não tinha formalidades, está aí seu sucesso, e o motivo de sempre teve de conseguir ser querido por uma infinidade de amigos e amigas, além de sua família.

A cultura catarinense e nacional ganhou um pouco com estes livros, até porque os folclores não é nada mais, nada menos que que o verdadeiro resgate da história política, principalmente aquela de bastidores que dificilmente sabemos e que envolve o hilário e da qual também emergem os neologismos engraçados e verdadeiros do contexto político-institucional.

Luiz Henrique da Silveira (in memoriam), eleito governador de SC em 2002, fez a apresentação do Casildário 2. “Se o Casildo não existisse, a gente teria que fabricar um clone.

O ex-vereador de Modelo, que saiu da bodega do velho Andreas Maldaner para o mundo, é, inquestionavelmente, o único. Bem-humorado, tolerante, paciente, humilde e leal, nem mesmo fazendo força, a gente consegue brigar com ele.

Casildo faz questão de transparecer ingenuidade e poucas letras. Inventa palavras arrevesadas, usa um palavreado confuso, resvalando para o folclore e insinuando que não sabe, quando na verdade, sabe mais do que todos nós.

É difícil imaginar a política sem o Casildo, o PMDB sem ele, a gente sem ele. Hoje, Casildo é o ponto geográfico do Partido. Dorvalino, herdando o jeito rico da prosa lageana, vai registrando, uma a uma, as tiradas gostosas do nosso senador roceiro, que tem jeito de caipira, e muito jeito de gente!

+

Artigos

Artigo

Sabido e ressabido que “todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou ...