Uma jornada pela vida humana

​Referência nacional entre tantas atividades, Santa Catarina também é exemplar em eficiência e segurança nas atividades hemoterápicas, resultado de mais de meio século de empenho de pessoas – médicos, enfermeiras, assistentes sociais, técnicos e colaboradores em geral.

Refletindo sobre esse passado, constatamos um formidável avanço nos procedimentos que envolvem a coleta e a distribuição de sangue e derivados, o que impacta diretamente sobre os doadores. O Hemosc é uma das instituições de maior credibilidade e respeito da sociedade catarinense.

Essa história começa quando ainda se fazia transfusões braço a braço, o sangue era armazenado em garrafas de vidro e as doações eram remuneradas. O compromisso profissional, alicerçado pela intensa pesquisa e o intercâmbio científico, criatividade e superação, marcaram a evolução.

Nomes como José João Harger, José Maurício Xavier Carrenho, Miguel Saturnino da Silva, Teodoro Henrique Bruggemann Correa, Denise Linhares Gerent, Jane Terezinha Martins, Daniel Alonso Del Rio, Rosane Gonçalves Nitschke, Vílmera Spech do Nascimento, Marco Antônio da Silva Rotolo, Marta Rinaldi Müller, Mario Zunino, Guilherme Genovez, Marilda dos Santos Bitencourt, Lídio Juvenal Ramos, Leatrice Kowalski e Waldo Luiz Bayestorff estão gravados pelo pioneirismo e protagonismo.

Diversos desses personagens contribuíram para a qualificação e a expansão da atividade hemoterápica do país, que atingiu um nível de excelência mundial. Somos a única nação do mundo que tem o sangue e suas políticas previstas constitucionalmente. Enfrentamos o HIV e a hepatite, o preconceito e a ignorância – e obtivemos o reconhecimento institucional e popular.

O sangue é um dos raros produtos não comercializáveis na sociedade capitalista e sem produção sintética. O papel dos hemocentros, portanto, é essencial para salvar e manter a vida humana.

Essa jornada está relatada no livro ‘A História da hemoterapia catarinense – O cotidiano dos anos 1950 aos dias atuais’, produzido por Rosane Gonçalves Nitschke, Luciana Martins da Rosa, Jane Terezinha Martins (in memoriam), Janete Lourdes Cattani Baldissera e Jussara Cargnin Ferreira, do qual também fui autora e coordenadora–geral, com edição da Carbo Editora, lançada recentemente. Uma jornada que jamais se concluirá, pactuada pelo esforço – humano e técnico – diário dos colaboradores do Hemosc e do desprendimento dos doadores.

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