Desinformação e os insensíveis

O Brasil não absorveu direito o que fora a Revolução da França (1789-1799): respeitar os direitos dos adversários. Ora, a política é uma ciência de valores de bem servir, todavia, há nela indivíduos que propagam desinformação (falsas e sem debates).

Ontem, Carl Gustav Jung nos disse que “para atingir a plenitude, tem-se que passar pelo sofrimento”. Também, Pietro de Alleori Ubaldi inferiu que “a dor faz a evolução e a evolução anula progressivamente a dor”. Consoante a ambos, nas escrituras lê-se que “a felicidade não é deste mundo”.

É, talvez, esteja ai o motivo da humanidade limitada se agitar ansiosa diante do universo, agora, com dor coletiva (tempos de Covid-19) e em meio à polarização política que não desarma – partidária e não partidária.

Dado o cenário: O mundo precisa se deixar governar por insensíveis, com o povo expressando cólera? Particularizando, o Brasil nos últimos 40 anos merece reflexão quanto ao desempenho político, administrativo e econômico:

Século 20/Dec. 80: oito planos de estabilização (Delfin Neto, Funaro e Bresser); quatro moedas; 11 índices de cálculo da inflação; 5 congelamentos de preços; 14 políticas salariais; 18 modificações das regras de cambio; 54 modificações das regras do controle de preços; 21 propostas de negociações da divida externa; e 19 decretos de austeridade fiscal.

Século 20/Dec. 90: Plano Collor I, II e III (Impeachment); Plano Itamar I, II, III, IV e V; e Plano FHC I e II.Século 21: Plano Lula I e II; Plano Dilma I e II (Impeachment); e atualmente o Plano Bolsonaro I.

Vejam, os cenários atestam que o Brasil busca por mudanças, considerando a Lei (interditar o mal e prescrever o bem) e a Justiça (dar a cada um aquilo que tem direito), haja vista que somos hoje mais de 210 milhões de habitantes (invisíveis 38 milhões), sendo que 1/6 dela vive com menos de US$ 1 por dia (R$ 5).

Todos assumindo a responsabilidade (no voto e com urna segura) para que a “Letra” da Lei esteja acima de qualquer indivíduo e o Brasil não seja visto como a terra dos proscritos pós-pandemia.

+

Artigos

Artigo

Você se arriscaria a subir um morro dominado por facções criminosas? Toparia enfrentar, armado com p ...