Dr. Mário: o meu personagem

Na década de 1970, bancário concursado, atuando também em rádio e jornal, criei uma coluna no pequeno semanário “Traço de União” que circulava em Porto União (SC).

O objetivo era de ressaltar as qualidades de pessoas que, de um modo ou outro, praticavam o bem e exerciam atividades profícuas – nem sempre reconhecidas pela população. Ao longo de vários anos, foram centenas de personagens, pois a coluna criava sempre expectativa dos leitores a respeito da abordagem semanal.

Apesar do atual momento, hoje voltei minha memória para o ano de 1985, com o advento da Nova República. Após mais de 20 anos gerenciando agências bancárias, recebi um convite – quase uma convocação – para chefiar o gabinete de um diretor do principal banco do País. Convite feito. Convite aceito. Fui conhecer o então diretor de Crédito Comercial e Industrial, somente na sua posse em Brasília, no dia 7 de abril de 1985.

Apenas no dia seguinte, no início das atividades do gabinete, fui saber dos motivos da minha convocação para o cargo. As premissas, segundo o diretor, elegeram os antecedentes funcionais, o conhecimento da área e a dedicação ao trabalho, sem observância de dias ou horas.

O diretor orientava muitas outras atividades. Era conhecido como o maior expert brasileiro da área de seguros. As viagens eram frequentes. A bandeira desfraldada pelo diretor mostrava sua indomável perseverança na busca da otimização do trabalho que estava desenvolvendo.

Eram incansáveis viagens, reuniões, palestras e cursos. Tornou-se, desde logo, a principal liderança entre todos os demais diretores do banco, utilizando, para isso, toda a força do cérebro, dos nervos, dos músculos e do coração.

Certamente contei com desígnio divino em poder atuar junto a essa incomparável personalidade. Não recusei nenhum tipo de aprendizado que o período em Brasília, junto a ele, acrescentou no meu currículo, pois foram fatores imprescindíveis para que, posteriormente, eu pudesse exercer os cargos de superintendente do banco, vice-presidente do Besc e diretor-financeiro da TV- SBT.

Ao iniciar este comentário, me senti pequeno para abordar um pequeno capítulo da vida desse notável homem público, de elevada sabedoria. Não me furtei, então, de apelar para conhecimentos superiores de poetas e filósofos.

Na sua trajetória, este meu personagem deve ter adotado a máxima de que “só passarei por este mundo uma vez. Assim, todas as boas ações que possa praticar, devo aproveitar este momento para fazê-lo”. Meu personagem explanava, com impressionante facilidade, suas convicções sobre economia, política e atividades empresariais. Mas nunca deixava de falar sobre saúde, felicidade e prosperidade a toda pessoa que encontrava.

Meu personagem viveu bem. Ganhou o respeito dos homens, a admiração das mulheres e o amor das crianças. Com toda certeza, a missão que lhe coube exercer na terra, foi magistralmente cumprida. Deus o levou! Meu personagem atendia pelo nome de Mário José Gonzaga Petrelli. Mais conhecido, nacionalmente, por DR. MÁRIO!

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