Dublin por uma brasileira

Depois de seis meses moran­do na capital irlandesa, eu me sinto um pouco mais a vontade para compartilhar minha experiência. Durante esse tempo de férias no Brasil fui questionada: “É bom morar na Irlanda?”. Acredito que esse conceito de bom ou ruim depende do ponto de vista de cada um e comparar o Brasil com essa ilha não é uma tarefa tão fácil. Mui­tos problemas que atingem o povo brasileiro não são vistos por lá.

Morar na Irlanda é ter a oportunidade de des­frutar de um local rico em paisagens naturais, castelos medievais e se dar ao luxo de comer bem, viajar pela Euro­pa pelas companhias “low cost” e se vestir da maneira que sem­pre sonhou, tanto pelos preços baixos quanto pelo fato da maioria dos europeus não serem “escravos da moda”. O transporte público é eficiente. Tan­to o Luas (sistema de metrô elétri­co que corta a cidade, os famosos bondinhos), quanto os ônibus são modernos. Dificilmente há tran­sito e existe respeito nas ruas e os passageiros desfrutam de wifi gra­tuito. A bicicleta é a melhor amiga de muita gente, principalmente de estudantes.

Outra diferença entre os países além da ilha possuir uma das maiores rendas per capita do mun­do e ter o quinto melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do planeta, é a cultura da reciclagem: reciclar é dever do cidadão. As em­presas de coleta de lixo são priva­das, há regras rígidas e qualquer deslize pode gerar uma multa.

A Irlanda está na lista de um dos locais com o menor custo de vida do mundo e também concede visto de trabalho aos estudantes que viajam para aprender inglês. Assim, quem estuda pode traba­lhar e arcar com suas próprias despesas. É um grande diferencial, já que em países como os Estados Unidos isso não é permitido. Estu­dar qualquer idioma no Brasil não garante fluência, não permite que o estudante pratique a língua no dia a dia, além de ser extrema­mente caro. E, vale lembrar que a oportunidade de juntar alguns euros também é bem convidativa.

E quais os aspectos negativos de viver por lá? A maior reclamação é o clima. Chove muito, venta mais ainda e o verão praticamente não existe. É um ponto importante a ser avaliado por brasileiros que querem morar na ilha, mas estão acostumados a vestir “shorts, ca­miseta e chinelos” praticamente o ano inteiro.

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