É hora de o governo agir para SC continuar em primeiro lugar

A força do agronegócio de SC, reconhecida internacionalmente, foi construída com muito trabalho e competência por produtores, iniciativa privada e poder público. O cenário atual traz mudanças na comercialização de carnes que precisam de atenção. É hora de quem está à frente do governo de SC adotar medidas eficientes para proteger os empregos e as empresas.

SC possui desde maio de 2007 certificado de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, conferido pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Esse documento nos diferenciou, permitindo acesso aos mercados mais exigentes, para venda de produtos de origem animal como carnes de suínos e aves e produtos lácteos. Foi o reconhecimento que nos permitiu conquistar de 2011 a 2018 o Japão, os EUA e a Coreia do Sul, que alavancaram nossas exportações.

Durante muito tempo, SC foi o único Estado do Brasil com a certificação. O ciclo acabou dia 27 de maio, quando outros seis estados brasileiros receberam, inclusive os vizinhos PR e RS. Parabenizo pela conquista, importante para o Brasil.

Mas é o momento do governo de SC agir, ampliar o que conseguimos até aqui, fruto da união de esforços do governo e do setor privado. O trabalho da Cidasc nas barreiras sanitárias e no rastreamento e identificação dos animais tem um histórico exemplar que precisa ser seguido à risca, e não enfraquecido, como está ocorrendo.

Aos empreendedores, é crucial oferecer segurança jurídica e um ambiente competitivo. Evitar o vaivém de impostos. Ampliar mercados construindo novos diferenciais competitivos, começando com liderança em sustentabilidade e respeito ao bem-estar animal. Mostrar que nossa produção é qualificada e marcar, cada vez mais, presença no exterior.

Outra frente é o incentivo à produção de grãos. A falta de grãos é o grande gargalo que inibe e crescimento. Precisamos de políticas públicas efetivas e urgentes para o cultivo em SC, sob o risco de perder mercado e até mesmo empresas deixarem o estado.

Não cabe omissão. Não cabem adiamentos. Não adianta louvar números da economia no presente, sem trabalhar para que eles se mantenham e ampliem no futuro. Muito já foi feito no passado para proteger e promover o agronegócio, mas o presente traz novos desafios e exige ações concretas. É hora de o governo agir para SC continuar em primeiro lugar.

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