É preciso difundir o cooperativismo

Santa Catarina é referência em cooperativismo. Mais da metade da população do estado está direta ou indiretamente vinculada a alguma cooperativa. Trata-se de uma modalidade especial de organização que alia livre iniciativa com solidariedade. Apresenta-se como uma saída para muitos empreendedores e trabalhadores, especialmente neste momento tão desafiador pelo qual passa a economia.

Mesmo diante de tamanha importância, ainda são muitos os que conhecem cooperativas, mas não o cooperativismo. De acordo com o Sistema OCB, seis em cada dez brasileiros desconhecem o movimento. Ignoram seus princípios, formulados à luz de valores como democracia, educação e liberdade. Tal doutrina é uma pérola em meio à profusão de fake news na qual vivemos.

Existe apenas um modo de corrigir essa enorme distorção: comunicando-se. Isto envolve três passos: estudo, planejamento e investimento. No primeiro, é fundamental que as cooperativas e seus órgãos representativos aproximem-se dos especialistas em comunicação e ouçam seus ensinamentos.

Eles darão a força necessária para que seja dado o segundo passo, que envolve a formulação de uma estratégia integrada, não apenas entre as várias entidades que formam o cooperativismo, mas também entre elas e as mídias existentes.

Por fim, precisam ser garantidos os recursos necessários para que a mensagem chegue ao público em geral, indo além dos cooperados. O cooperativismo fala muito bem da porteira para dentro. Contudo, é da porteira para fora onde estão os clientes, parceiros e políticos. É com eles que o movimento precisa aprimorar o seu diálogo.

O setor de comunicação vive um processo de renovação sem precedentes. Ao mesmo tempo, está mais do que provado que meios não morrem, mas se acumulam e se complementam. Tudo isso torna o ato de se comunicar cada vez mais complexo.

É preciso compreender essa marcha e usar os recursos disponíveis para fortalecer a imagem do cooperativismo perante a sociedade em geral. Em outras palavras, é preciso construir pontes. Os cooperados têm muito a ensinar aos brasileiros, principalmente que é possível desenvolver um capitalismo mais justo e solidário.

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