É tempo da Festa do Divino Espírito Santo

Vivemos o tempo de Pentecostes, da celebração festiva de louvor ao Divino Espírito Santo. Domingo, dia 23 de maio, por todas as nove ilhas dos Açores e por todas as comunidades açorianas no mundo um brado uníssono atravessaria fronteiras e geografias: “Viva, o Senhor Espírito Santo!.

No entanto, a pandemia da Covid19 que nos vestiu de luto, que cerceou a alegria e mergulhou-nos na tristeza sufocou o tradicional grito, prendendo-o na garganta do nosso povo. Continuamos no “limbo”, porém acredito que em breve a bandeira do Divino e a nossa bela festa do Espírito Santo estará de volta com toda pujança.

Em Florianópolis e nos municípios da Grande Florianópolis as Festas do Espírito Santo são uma das mais bonitas tradições com significado primordial na vida cultural, identificando de forma extraordinária o legado açoriano, a força da religiosidade, assinalando uma presença com 273 anos de história.

Está protegida e registrada no Livro das Celebrações como Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, de Florianópolis, São José e Jaguaruna entre outros.

Na capital, Florianópolis, se realiza em dezesseis localidades, sendo a mais antiga aquela promovida pela Irmandade do Espírito Santo, na região central, desde 1776. Somente em 1806 aconteceu a primeira Festa com Coroação, sendo coroado o açoriano Capitão Manoel Francisco da Costa. A Festa chega ao século XXI mantendo suas características seculares.

As transformações decorrentes da da crescente urbanização, da incontornável mudança cultural e sua adequação a um novo tempo não provocaram, neste correr dos anos, alterações substanciais na forma de celebrar o Espírito Santo e a cada novo ano a pombinha do Divino Espírito Santo asperge seus dons e suas bênçãos sobre a nossa boa gente. Sim a devoção ao Divino persistem no beijo à bandeira vermelha e na pomba do Divino que encima seu mastro, no corte de suas fitas guardadas como uma relíquia.

É a esperança de alcançar a graça do Espírito Santo e a bênção de seus dons. Crenças que atravessaram o tempo e gerações e que se mantém vivas dentro do mesmo espírito de partilha e fé.

São os caminhos do Divino abertos no distante 1748 e lembrá-los na memória coletiva dos afetos é reacender as canadas de um passado nas Ilhas açorianas dos nossos viajantes do tempo pretérito ou iluminar o tempo de agora e o futuro que antevejo no horizonte líquido feito de mar e sonhos.

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